Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Brasil terá 10% do comércio mundial de milho, diz FAO

Brasil deve manter a posição de grande exportador de milho, segundo relatório da FAO.

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Brasil terá 10% do comércio mundial de milho, diz FAO

O Brasil deverá ser um dos grandes exportadores globais de milho pela terceira safra consecutiva, com vendas de 10 milhões de toneladas em 2012/13, 1 milhão de toneladas a mais do que em 2011/12, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). O país tende a abocanhar 10% do comércio internacional de milho, estimado em 99 milhões de toneladas na próxima temporada, o mais alto volume desde 2007, conforme o relatório semestral “Perspectivas da Alimentação”, no qual a FAO analisa os mercados mundiais.

A produção global do grão é estimada em 916 milhões de toneladas, 4,1% a mais do que em 2011/12. A colheita nos EUA pode bater recorde, com 345 milhões de toneladas. Na China, segundo maior produtor, a safra deve ficar em 190 milhões de toneladas. Na Europa, há verá baixa de 65 para 45 milhões de toneladas. Por sua vez, o Brasil baterá recorde de produção com 66 milhões de toneladas, 17% a mais do que na safra anterior. Já a Argentina fica com 20,3 milhões de toneladas, queda de 11% por causa dos efeitos prolongados da seca que atingiu o país.

A Coreia, o Japão e a China vão importar maiores quantidades. A China, sozinha, deve aumentar suas compras em 5 milhões de toneladas comparados aos 3,7 milhões de toneladas do ano passado. Na África, a importação deve subir 8%, para 19 milhões de toneladas. Na América Latina e Caribe, as compras podem chegar as 26,7 milhões de toneladas.

Os EUA continuam como o maior exportador, com 47 milhões de toneladas, e o Brasil será o quarto colocado neste ranking. Nesse cenário, o preço do milho no mercado internacional tende a cair ligeiramente. No mercado futuro para dezembro, a cotação média da tonelada era de US$ 213 em abril, 17% a menos em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o setor de carnes, a FAO projeta estagnação na produção global de carne bovina com 67,5 milhões de toneladas em 2012. A produção cresce na Ásia e América Latina e cai na América do Norte e Europa. A oferta apertada nos principais mercados alimenta as perspectivas de exportações e favorece a posição brasileira de maior exportadora mundial, conforme o relatório. Estados Unidos, União Europeia, Ásia e Oriente Médio aumentam a importação.

Embora a Austrália, Nova Zelândia e Canadá devam abocanhar uma parte das exportações, a maior fatia das vendas externas será ganha pelos países em desenvolvimento, como Brasil e Índia.

No caso da carne de porco, a expectativa é de declínio nas exportações globais, com menor demanda pela África. Para a carne de frango, o comércio será dominado por incertezas nas políticas de vários países. Porém, é possível uma alta de 2% nas exportações brasileiras mesmo com a lenta reabertura do mercado russo para o produto.

Em relação ao açúcar, a FAO aponta que a produção global pode alcançar 173 milhões de toneladas, 4,6% a mais do que na safra anterior. A queda de produção no Brasil, México e EUA deve ser compensada pela alta na União Europeia, Rússia e Paquistão. Na América do Sul, o declínio da produção é de 5%, refletindo a baixa no Brasil. O comércio mundial da commodity tende a contrair em decorrência da menor produção no Brasil – com 23 milhões de toneladas, 15,8% a menos do que em 2010/11 – e em razão da maior produção em países que são tradicionalmente importadores.

No total, as importações globais devem ficar em 49 milhões de toneladas, 5% a menos do que na safra anterior. As importações da China e Indonésia vão aumentar, mas cairão na União Europeia e Rússia. O preço do açúcar ganhou fôlego, mas entre janeiro e março, ainda estava 16% abaixo da cotação no mesmo período de 2011.

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