Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Seca nos EUA leva cotação da soja a bater recorde histórico em Chicago

O recorde da soja vem sendo construído desde o fim de 2011, quando o La Niña trouxe seca à América do Sul e derrubou as safras de países como Argentina e Brasil.

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Seca nos EUA leva cotação da soja a bater recorde histórico em Chicago

A pior seca dos últimos 25 anos nos Estados Unidos colaborou para que a soja ultrapassasse ontem, pela primeira vez na história, o patamar de US$ 17 por bushel na bolsa de Chicago.

Os contratos com entrega em setembro (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) registraram a máxima de US$ 17,0775 por bushel durante o pregão, e fecharam a US$ 16,9125 por bushel. No vencimento mais curto, para agosto, o maior valor do dia foi ainda mais expressivo: US$ 17,49 por bushel. Até então, o recorde era de US$ 16,49 por bushel, em 3 de julho de 2008.
 
As preocupações com o clima no Meio-Oeste americano cresceram depois que a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) divulgou ontem um relatório em que indica que a maior parte do cinturão terá chuvas abaixo da média e temperaturas altas também em agosto, e que o problema se estenderá ao norte e ao oeste, até então menos afetados.

A tensão aumenta porque, entre o final de julho e início de agosto, os plantios entram em enchimento de grãos, quando variações no clima são fatais à produtividade – o milho já passou por seu momento crítico, a polinização, e as perdas já são irreversíveis.

O recorde da soja, no entanto, vem sendo construído desde o fim de 2011, quando o La Niña trouxe seca à América do Sul e derrubou as safras de países como Argentina e Brasil. A forte demanda chinesa ajudou a sustentar as cotações, e a estiagem combinada ao calor nos EUA foram um componente a mais para que se fizesse história ontem. “A tendência ainda é altista, só resta saber qual preço irá coibir a demanda”, disse Daniel D’Ávila, analista da Newedge USA.
 
Embora não tenha quebrado recorde, o trigo também teve desempenho marcante em Chicago. Ontem, os contratos de segunda posição, para dezembro, encerraram a US$ 9,3450 por bushel, o maior valor desde junho de 2008. Pesam sobre o cereal o temor com a quebra da produção na Rússia e na Austrália, e os altos preços do milho. O milho, que vinha de seguidas elevações, fechou em queda, a US$ 7,7850 por bushel, em um movimento de realização de lucros.

A disparada da soja levou o Ministério da Agricultura a elevar seu cálculo para o valor bruto da produção (VBP) da oleaginosa no país em 2012. O ministério passou a considerar que a oleaginosa renderá R$ 57,4 bilhões este ano, quase R$ 10 bilhões a mais que o previsto em junho e montante 3,4% superior ao do ano passado. Se confirmado, o resultado representará um novo recorde histórico.

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