Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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RS cria a sua “safrinha” para a soja

Plantio de variedade precoce já alcança mais de 40 mil hectares no Estado.

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RS cria a sua “safrinha” para a soja

Em busca de novas alternativas de renda dentro da safra de verão e estimulados pelas boas cotações do produto, os agricultores gaúchos decidiram seguir os passos do Centro-Oeste com o milho e começam a consolidar uma “safrinha” de soja no Rio Grande do Sul.

O plantio ocorre este mês em áreas até então ocupadas pelo milho e concentra-se no noroeste do Estado, onde já alcança mais de 40 mil hectares. A colheita é feita sobretudo em maio e, segundo estimativas de cooperativas da região, a produtividade oscila entre 70% e 80% da verificada no ciclo regular, plantado entre outubro e novembro e colhido entre março e abril.

A área ainda é ínfima em comparação com os 4,4 milhões de hectares destinados à primeira safra do grão em 2012/13 no Rio Grande do Sul, mas já corresponde a 4% dos 1,06 milhão de hectares das lavouras de milho no período. “Estamos caminhando para uma segunda safra de soja”, diz Alencar Rugeri, da Emater/RS. Segundo ele, o movimento começou a se intensificar há cerca de cinco anos e tende a ganhar “corpo” graças ao desempenho “relativamente satisfatório” apresentado pela cultura.

Conforme Rugeri, a safrinha da soja está concentrada no noroeste porque o clima local, com temperaturas médias mais elevadas, permite o plantio do milho de variedade precoce em agosto, enquanto na maior parte do Estado a semeadura ocorre em setembro. Com isso, essas lavouras são colhidas em janeiro e dão lugar à soja também de ciclo curto, que depois libera as áreas para as culturas de inverno. Segundo o agrônomo, a Emater/RS iniciará uma pesquisa de campo para verificar as necessidades das lavouras e “validar” o conhecimento do agricultor.

A segunda safra de soja está fora do período previsto no zoneamento agroclimático, que termina no fim de dezembro no Rio Grande do Sul, e não pode ser beneficiada com financiamentos públicos ou seguro agrícola. Mas isso não desestimula o produtor, mais interessado no preço do produto e que nesta época começa a se capitalizar com a venda do milho. “Fazer duas culturas de verão potencializa a área e eleva o giro financeiro”, diz João Carlos Loro, da cooperativa Cotrimaio, de Três de Maio.

Segundo ele, a safrinha de soja começou a ser plantada na região há quatro anos e já ocupa 10 mil dos 50 mil hectares de milho plantados nos 11 municípios de atuação da cooperativa. As maiores áreas estão em Horizontina e Doutor Maurício Cardoso e a expectativa do agrônomo é que em dois a três anos a segunda safra da oleaginosa pode alcançar 25 mil hectares. A produtividade chega em média a 40 sacas de 60 quilos por hectare, ante as 50 a 55 sacas por hectare da soja de ciclo normal, que ocupa 140 mil hectares na região.

Loro calcula que de 500 a 600 dos 3 mil associados da Cotrimaio que cultivam grãos já fazem a safrinha de soja. Em geral são produtores de médio porte, com propriedades acima de 50 hectares. “É uma ótima oportunidade”. Nos últimos 12 meses o preço médio da soja pago aos agricultores no Estado cresceu mais de 40%, para R$ 65,59 a saca, segundo a Emater/RS.

Nos 14 municípios de atuação da Cotrirosa, de Santa Rosa, a segunda safra de soja já ocupa 30 mil hectares – o equivalente à metade da área destinada ao milho na região -, diz Jairton Dezordi. Segundo ele, o rendimento médio da safrinha chega a 40 sacas por hectare, ante as 50 sacas por hectare das lavouras do ciclo regular, que ocupam 160 mil hectares na região. “Se chove bem em janeiro, fevereiro e março, o potencial é razoavelmente bom”, afirma Dezordi.

Dezordi explica que além da boa produtividade e dos preços interessantes da soja, os produtores estão aderindo à safrinha porque os custos e os tratos culturais são semelhantes aos do ciclo normal.

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