Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Brasil elevou em 21% área com transgênicos

Brasil impulsionou crescimento da área plantada com transgênicos em 2012.

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Brasil elevou em 21% área com transgênicos

Mais da metade da área mundial com culturas geneticamente modificadas esteve em 2012, pela primeira vez, nos países em desenvolvimento e não nos desenvolvidos. A informação é do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA, na sigla em inglês).

As culturas transgênicas continuam avançando sobre as terras cultiváveis do mundo, segundo afirma a principal pesquisa anual sobre biotecnologia vegetal. A área plantada com transgênicos cresceu 6% no ano passado, para 170,3 milhões de hectares.

“Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil foi o motor do crescimento mundial, aumentando sua área de culturas biotecnológicas mais do que qualquer outro país – um crescimento recorde impressionante de 6,3 milhões de hectares, 21% a mais que em 2011”, disse Clive James, fundador e presidente do conselho de administração do ISAA.

O total de 36,6 milhões de hectares em culturas transgênicas do Brasil – soja, milho e algodão – representa mais da metade da área plantada nos EUA, o país que mais tem culturas biotecnológicas. A Argentina está confortavelmente na terceira posição no ranking global dos transgênicos, com 23,9 milhões de hectares, à frente do Canadá, com 11,6 milhões de hectares plantados.

No outro extremo, Sudão e Cuba plantaram culturas transgênicas pela primeira vez em 2012. Com seu algodão biotecnológico, o Sudão tornou-se o quarto país da África a usar os transgênicos, depois da África do Sul, Burkina Faso e do Egito.

Enquanto isso, na Europa, as culturas transgênicas ainda estão presas no atoleiro político e jurídico. A Espanha é o único país da União Europeia a plantar culturas transgênicas em escala significativa, segundo mostra a pesquisa do ISAA, com 116 mil hectares de milho transgênico cultivados no ano passado.

A maioria das variedades transgênicas é elaborada para tolerar herbicidas, o que permite aos agricultores eliminar ervas daninhas com sprays químicos sem prejudicar as culturas, ou que elas resistam a pestes. Um número crescente possui “características combinadas”, que protegem as culturas das duas maneiras ao mesmo tempo.

De acordo com James, a tolerância à seca será a nova característica biotecnológica mais significativa a ser introduzida no futuro próximo, “porque as secas são, de longe, o maior obstáculo individual ao aumento da produtividade pela biotecnologia para culturas do mundo todo”. A Monsanto vai lançar o primeiro milho transgênico com tolerância à seca nos EUA este ano.

Monsanto e Basf doaram a mesma tecnologia para parcerias público-privadas que se esforçam para desenvolver milho com tolerância à seca adaptado para as condições africanas, onde a necessidade de resistência à falta de água é maior, diz James. Este pode estar disponível em 2017.

James é um defensor fervoroso da capacidade da biotecnologia de ajudar a melhorar a produtividade agrícola em áreas rurais pobres, sem provocar mais danos ao ambiente. “As culturas biotecnológicas são importantes mas não são uma panaceia e a adesão às boas práticas agrícolas como os rodízios e a gestão de resistência é um imperativo tanto paras as culturas transgênicas como para as convencionais”, afirma.

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