Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Experiência com transgênicos no Brasil atrai países africanos

Nigéria, Gana, Moçambique, entre outros, estão em processo de elaboração de suas leis sobre a produção e o consumo desses alimentos.

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Representantes de sete países africanos que estão em processo de elaboração de suas leis sobre a produção e consumo de alimentos transgênicos estão no Brasil para conhecer a experiência local a respeito do assunto. Pesquisadores e autoridades do Egito, de Moçambique, do Quênia, de Malauí, de Uganda, da Nigéria e de Gana acompanharam palestras na Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ao longo da semana. Os africanos também ouviram experiências do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que tem parceria com o Brasil. Nesta terça-feira (10/4) seguiram viagem para a cidade de Rio Verde, no interior de Goiás, onde visitaram áreas de produção de milho transgênico.

A Lei n° 11.105, que regulamenta a utilização da transgenia nas lavouras brasileiras, foi aprovada em 2005 após muita discussão e polêmica. Para entidades não governamentais, as pesquisas na área ainda são insuficientes para garantir que o consumo dos alimentos transgênicos é seguro. A despeito das controvérsias que cercam o assunto, as modificações genéticas que aumentam a resistência das sementes e elevam a produtividade do plantio são vistas por representantes de algumas nações africanas como solução para questões como segurança alimentar e desnutrição.

De acordo com Beatrice Atim Anywar, membro do Comitê de Recursos Naturais do Parlamento de Uganda, em seu país a farinha de milho, a banana e a batata biofortificadas são utilizadas na alimentação de crianças desnutridas. A parlamentar diz que eventos climáticos como seca e enchentes preocupam Uganda e comprometem a suficiência da produção agrícola para alimentação da população e exportação. “A economia de Uganda é basicamente agrícola”, diz.

De acordo com Beatrice, o país é signatário do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança e comercializa banana, mandioca e algodão geneticamente modificados. No entanto, as leis domésticas para regulamentar a prática ainda tramitam no Congresso ugandês. A parlamentar destaca que um marco legal é necessário para expandir o comércio e alcançar novos mercados.

Segundo Norberto Mahalambe, diretor do Instituto do Algodão de Moçambique, entidade governamental de pesquisa, o objetivo do país com o plantio de sementes geneticamente fortificadas é aumentar a competitividade econômica. De acordo com Mahalambe, Moçambique está interessado principalmente no algodão, soja e milho resistentes às pragas. A intenção é direcionar os produtos aos mercados globais. No caso da soja e milho, usados na fabricação de rações, parte da produção poderia destinar-se também ao desenvolvimento das indústrias de carne moçambicanas.

No Brasil – De acordo com Maria José Sampaio, pesquisadora da Embrapa, a primeira geração de produtos transgênicos do Brasil, composta justamente da soja, do milho e do algodão, teve impacto socioeconômico positivo nas regiões de plantio. “O impacto foi segurar o homem no campo e evitar o êxodo rural”, disse. Segundo ela, o principal efeito benéfico das sementes resistentes a pragas é dispensar o uso dos pesticidas, reduzindo os custos e aumentando os ganhos. Segundo Maria José , a segunda geração de transgênicos, ainda em pesquisa nos laboratórios, terá características diferentes. “Ela deverá ser resistente à seca e às mudanças climáticas”.

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