Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Insumos

Soja 13/14: Cotação precisa subir

Cenário atual de preços e custo mostra que, para atender às expectativas, saca tem de dobrar para remunerar em MT.

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Soja 13/14: Cotação precisa subir

Para o sojicultor mato-grossense que contabilizou renda menor nesta safra em relação a anterior, pode se assustar ainda mais com os rumos, que por ora, o mercado da oleaginosa sinaliza para o ciclo 2013/14. Estimativas apontam que frente a uma nova alta no desembolso de custeio, há automaticamente, uma necessidade dobrada de bons preços, para que o produtor atenda suas expectativas e consiga, sobretudo, cobrir essa elevação nos preços dos insumos.

Se na safra colhida há pouco mais de um mês o custo de produção ampliado em mais de 20% foi uma dura realidade, mesmo com um cenário favorável de preços, imagina uma despesa pelo menos 21% maior e a receita destinada a encolher ainda mais? A realidade do produtor mato-grossense não é nada motivadora. Como nunca, os olhos se voltam para o mercado da saca e para o mercado dos insumos, comportamentos que de maneira geral, sempre frustram os empreendedores rurais: a saca nunca atinge o nível desejável de preços e os insumos, invariavelmente, custam sempre mais do que deveriam.

A celeuma da nova safra já está nas rodas e nas anotações dos analistas. No Boletim da Soja, divulgado ontem pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo a mais é uma certeza. Como apontam os analistas do Imea, “outro fator impulsiona a expectativa do produtor quanto à alta nos preços da soja para esta safra, o custo de produção, que foi pressionado principalmente pela alta do frete na safra 2012/13 e vai desencadear majorações na cadeia”.

A estimativa para a safra 2013/14 é que o custo dos insumos suba para R$ 1.169,32, média no Estado. Em comparativo com a safra 2012/13, quando o custo registrado foi de R$ 968,34, tem-se um aumento de 21% no preço dos principais insumos utilizados, defensivos, fertilizantes e sementes. “Os defensivos agrícolas registraram maior aumento, passando de R$ 343,51 na safra 2012/13 para R$ 410,28 na safra 2013/14, representando um acréscimo de 20%. Com crescimento ininterrupto desde a safra 2009/10, os fertilizantes também registram aumento no comparativo das últimas duas safras, passando de R$ 518,05 na safra 2012/13 para R$ 616,42 na safra 2013/14. As sementes também apresentaram uma elevação significativa no preço, de 33%, passando de R$ 106,68 na safra 2012/13 para R$ 141,92 na safra 2013/14”, registra o Boletim.

Do outro lado, o mercado futuro, negociado na Bolsa de Valores de Chicago, ainda oscila em razão de fatores como a gripe aviária na China, onde milhares que aves já foram abatidas, gerando uma expectativa de que haja diminuição na demanda de soja para fabricação de ração e a condição climática nos EUA, que traz incertezas quanto à área destinada ao plantio da soja. Nesse contexto fica difícil traçar um preço para as primeiras comercializações antecipadas. Por enquanto, a única certeza é que a safra nova superará a atual e será a mais cara de todas no Estado.

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