Mas a intenção é negociar o produto durante e após a colheita do trigo.
Tradings aguardam colheita para manter exportação

Apesar de ainda morna, as negociações de tradings para compra de trigo do Rio Grande do Sul devem crescer com o avanço da safra no Estado. A previsão de traders é a de embarcar neste ano entre 1,1 milhão e 1,5 milhão de toneladas na safra 2013/14, volume próximo do realizado no ciclo 2012/13.
“Neste ano, vamos fechar contratos durante e depois da colheita, para ter certeza da qualidade do cereal”, disse um trader. Isso porque no ano passado, ainda no começo do plantio, as empresas exportadoras fecharam vendas antecipadas, apostando na qualidade da semente plantada. No entanto, como houve problemas climáticos na colheita, os contratos tiveram que ser renegociados.
Segundo o trader, das cerca de 1,1 milhão de toneladas exportadas pelo Rio Grande do Sul no ciclo passado, entre 10% e 15% foram colhidas com a mesma especificação acordada em contrato. O restante teve qualidade inferior e foi objeto de renegociação.
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Nesta mesma época do ano passado, perto de 300 mil a 400 mil toneladas de trigo gaúcho já haviam sido vendidas antecipadamente, segundo estimativas da Pilla Corretora, localizada em Porto Alegre (RS). Neste momento, segundo a corretora, praticamente não há contratos de venda antecipada do cereal.
No Paraná, onde o plantio está mais avançado, a comercialização antecipada já começou, no entanto, encabeçada por moinhos nacionais e não exportadores. O coordenador técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, estima que a comercialização já represente 5% da produção esperada para este ciclo.
Estimulada por preços mais atrativos, a safra de trigo que começou a ser cultivada agora no país deve significar uma área 9% maior no Paraná (855 mil hectares) e, pelo menos, repetir o plantio no Rio Grande do Sul (976 mil hectares), os dois principais produtores brasileiros do cereal.





















