Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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MT: Chuvas surpreendem entressafra e pegam produtor em plena colheita

Os produtores rurais foram pegos de surpresa com a chuva que caiu em Mato Grosso nesta semana.

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MT: Chuvas surpreendem entressafra e pegam produtor em plena colheita

Os produtores rurais foram pegos de surpresa com a chuva que caiu em Mato Grosso nesta semana. De acordo com a Somar Meteorologia, a frente fria que avançou do Sul para o Sudeste carregou umidade da Amazônia e, assim, formou-se um corredor de nuvens carregadas entre o Norte e o Sudeste do Brasil, em cima de Mato Grosso. Com o enfraquecimento do fenômeno El Niño, esta frente fria foi mais forte que outras, causando a chuva no Estado em um período atípico.

Além de atrapalhar o ritmo da colheita de milho, que ultrapassa a casa dos 50% no Estado, a umidade pode trazer consequências graves se não for dada atenção especial às plantas guaxas. “A chuva deixa o ambiente ainda mais propício para o nascimento de plantas voluntárias, que podem ser ponte verde para a ferrugem asiática”, alerta o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Nery Ribas.

O cuidado com as lavouras e com áreas nas rodovias próximas às propriedades já está no calendário dos produtores rurais de Mato Grosso, que precisam destruir a soja guaxa especialmente no período do Vazio Sanitário, que é de 15 de junho a 15 de setembro. Porém, há muita perda no transporte dos grãos da lavoura até os armazéns e pelas rodovias e isto pode favorecer o crescimento de plantas nas vias públicas.

A Aprosoja/MT, preocupada com a sobrevivência destas plantas guaxas, encaminhou pela segunda vez nesta semana ofícios para as prefeituras dos municípios que são Núcleos da associação solicitando a destruição das guaxas no perímetro urbano. “Os produtores estão fazendo seu papel, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) está fiscalizando e notificando, e agora precisamos que o poder público municipal também aja”, diz Ribas.

A associação também procura encontrar uma forma de atuação conjunta com os governos estadual e federal para acabar com a soja guaxa em rodovias. A dificuldade é a extensão da área cultivada com soja em Mato Grosso. Enquanto a área cultivada com algodão é de 700 mil hectares, a soja está presente em 8,2 milhões de hectares e em 90% dos municípios mato-grossenses. “Além disso, precisamos de autorização do Ibama e do Dnit para fazer a operação nas rodovias, em locais que não tenham propriedades com soja, como as serras, por exemplo”, lembra Nery Ribas. O diretor técnico informa que esta autorização já foi solicitada em anos anteriores, mas não houve retorno positivo.

O delegado coordenador da Aprosoja/MT em Sapezal (460 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), Diego Dal’Maso, está atento ao trabalho da prefeitura. Segundo ele, depois de receber o ofício da associação, o governo municipal arrancou as plantas. Entretanto, como ainda está sendo realizado carregamento de soja nos armazéns, os grãos caem ao chão e, com a chuva, germinam. “Nós temos que fazer o nosso papel, que é eliminar as guaxas e fiscalizar para que os outros envolvidos façam a sua parte”, frisa Dal’Maso.

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