Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Comercialização de nova safra de milho do Brasil emperra às vésperas da colheita

A colheita da chamada “safrinha” da temporada 2014/15 já começou em regiões isoladas do Paraná.

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Comercialização de nova safra de milho do Brasil emperra às vésperas da colheita

O ritmo de vendas antecipadas da segunda safra de milho do Brasil nesta temporada é lento, com produtores apostando em eventual repique de preços e com compradores esperando queda nas cotações a partir da entrada de um colheita recorde nos próximos meses, disseram analistas nesta terça-feira.

A colheita da chamada “safrinha” da temporada 2014/15 já começou em regiões isoladas do Paraná, segundo principal Estado produtor, atrás apenas de Mato Grosso. A projeção de algumas consultorias é de uma produção recorde de mais de 50 milhões de toneladas no país neste ciclo.

A consultoria Safras & Mercados avalia que a comercialização em Mato Grosso esteja entre 25 e 30 por cento do total esperado, ante cerca de 40 por cento no mesmo período de 2014 e mais de 60 por cento em 2013.

“O produtor fica esperando, fica olhando… Eles plantam muito, mas esquecem da comercialização”, afirmou o analista de grãos da Safras, Paulo Molinari. “Já teve preços excepcionais (no início do ano) para as características de Mato Grosso, e vendeu-se muito pouco.”

No Paraná e em Mato Grosso do Sul, as vendas estão entre 20 e 25 por cento, ante 30 a 35 por cento na mesma época da temporada passada, estimou Molinari.

“É baixa a comercialização. Nem a safra ‘normal’ (de verão) o pessoal está vendendo bem”, relatou João Cláudio Pereira da Silva, da Zairam Corretora de Mercadorias, de Maringá (PR).

Segundo o Cepea, os preços do milho estão 6 por cento abaixo dos registrados um mês atrás e 13 por cento abaixo de dois meses atrás, quando as cotações na bolsa de Chicago estavam mais altas e o dólar estava mais valorizado ante o real, tornando os preços mais elevados na moeda brasileira.

“Está devagar porque o preço não está muito atraente para o vendedor”, destacou o diretor de inteligência de mercado da corretora Cerealpar, Steve Cachia.

Ao mesmo tempo que o Brasil colhe sua maior safra de milho, os Estados Unidos –maior produtor e exportador do grão– realizam o plantio, com colheita prevista para outubro.

“É um jogo de pôquer… Os produtores apostaram que possa ter algum problema na safra americana, e com isso se salve a pátria”, disse Molinari.

Por outro lado, a perspectiva de entrada de um volume gigantesco de milho no mercado brasileiro coloca os compradores, principalmente as indústrias processadoras, numa posição confortável para esperar cotações mais baixas.

“É natural que o comprador do mercado interno não tenha pressa para comprar milho”, destacou o analista da Safras.

A projeção oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que o Brasil tenha oferta total de um recorde de mais de 93 milhões de toneladas de milho nesta temporada, somando produção de cerca de 79 milhões e estoques iniciais de mais de 14 milhões.

Neste cenário, o Brasil deverá consumir um recorde de 55 milhões de toneladas do cereal e exportar um grande volume, de 21 milhões de toneladas, na estimativa do governo.

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