Clima favorável durante todo desenvolvimento das lavouras de MT, surtiu efeito e agora impõe uma revisão positiva das estimativas.
MT: De um cenário de perdas, o milho pode agora somar mais de 20 mi t

As previsões de uma farta safrinha de milho, em Mato Grosso, estão se confirmando no decorrer da colheita. Os trabalhos tiveram início na virada do mês, e mesmo ainda abrangendo menos de 2,5% da área total, vão ratificando as expectativas de que o clima foi essencial para o bom desenvolvimento das lavouras e os ajustes dos números para a produção e produtividade estão sendo revisados para cima e já apontam para um rendimento acima de 100 sacas por hectare e volume superior ao do ciclo passado, prospecções que até três meses atrás, pareciam inimagináveis. De um cenário de perdas, o milho safrinha exibe agora a possibilidade de atingir mais 20 milhões de toneladas, volume que se confirmado, será o segundo maior da série local.
Nessa semana, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e a consultoria AgRural divulgaram suas previsões de segunda safra e alteraram as previsões anteriores.
O Imea apresentou sua quarta estimativa e pela terceira vez consecutiva os números do milho safrinha para 2015 foram revisados para cima. “Os valores de área e produtividade aumentaram, e influenciaram um forte acréscimo na produção do Estado. As condições climáticas favoráveis que acometeram Mato Grosso durante os meses de abril e maio, foram o principal fator para tal crescimento”, observam os analistas.
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A produtividade esperada aumentou 3,34 sc/ha na média do Estado em comparação com o último levantamento, e deve ficar em 103,36 sc/ha, na última estimativa o valor era de 100,02 sc/ha. Na comparação com a safra 2014 o aumento é de 11,71 sc/ha, apesar dos menores gastos com defensivos nesse ciclo, devido às incertezas quanto ao clima e também ao atraso na semeadura, as boas chuvas pesaram positivamente para a boa eficiência das lavouras mato-grossenses.
Concomitantemente com a produtividade, a área também foi revisada para cima. Como detalha o levantamento do Imea são esperadas agora colheita sobre 3,28 milhões de hectares, 10,55% maior que o último levantamento. Na comparação com a safra 2013/14 há aumento, mesmo que de apenas 1,76%.
“Somando esses dois fatos, nota-se um aumento de 14,74% na produção do Estado em relação à safra 2013/14, totalizando 20,33 milhões de toneladas para a safra 14/15. Caso seja confirmada, essa será a segunda maior produção de milho segunda safra de Mato Grosso, ficando atrás apenas da safra 2012/13, quando se obteve um valor total de 22,54 milhões de toneladas. Na comparação com o último levantamento, o aumento observado na produção foi de 14,23%”.
A OFERTA – Duas regiões se destacam pelo aumento na produção em relação à safra 2013/14: no médio-norte o acréscimo observado é de 21,88%, ou, 1,70 milhão de toneladas a mais, fixando um valor esperado de 9,45 milhões de toneladas para a safra 2014/15, puxada principalmente pelo aumento na produtividade, que saltou de 85,82 sc/ha para 105,00 sc/ha. Na região oeste, que deve ter um aumento de 10,53% em comparação a safra anterior, a aposta é de 2,52 milhões de toneladas.
AGRURAL – Como destaca a consultoria, o prolongamento das chuvas até meados de maio favoreceu a safrinha de milho 2015, permitindo alto potencial produtivo até mesmo nas áreas plantadas após a janela ideal – algo comum neste ano devido ao atraso da safra de soja, e especialmente, em Mato Grosso. “Por conta disso, e também de um pequeno ajuste para cima na área plantada, a AgRural revisou sua estimativa de produção no Centro-Sul dos 45,8 milhões de toneladas de maio para 47,8 milhões”.
Em Mato Grosso, a expectativa é de 99,9 sacas por hectare. As chuvas pararam na segunda quinzena de maio, mas grande parte das lavouras já estava salva. Em Sapezal, no oeste, alguns talhões devem produzir 135 sacas por hectare, mas a média esperada é de 110 sacas. Em Sorriso, no médio-norte, alguns estimam produtividade 10% maior que a do ano passado.
Também beneficiados pelas chuvas, Goiás e Mato Grosso do Sul devem produzir média de 110 e 95 sacas por hectare, respectivamente. No sudoeste goiano, 90% da safrinha estão garantidos, sem chance de quebra. No sul de Mato Grosso do Sul, porém, boa parte das lavouras ainda pode ser prejudicada por geada. Em Maracaju, apenas 5% do cereal está a salvo. Até o início de julho, devem ser 40%. Mas, embora as previsões costumem mudar rapidamente, as chances de geada nas próximas semanas parecem ser pequenas.
Outra região que ainda pode ter problemas com o frio é o norte do Paraná, onde a safrinha ainda está em aberto. Na região de Londrina, 50% das lavouras estão em floração. No oeste, apesar de problemas pontuais de acamamento, estima-se produtividade de 125 sacas em talhões mais adiantados. A média projetada para o estado é de 95,8 sacas por hectare.





















