Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Mercado Externo

Consequências no mercado

Preço do algodão no mercado internacional pode aumentar até 20%, caso o governo dos EUA deixe de conceder subsídio a seus produtores.

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O preço do algodão no mercado internacional pode aumentar até 20%, caso o governo dos Estados Unidos deixe de conceder subsídios a seus produtores. A avaliação é da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), cujo presidente, Haroldo Cunha, afirma que a alta da matéria-prima não seria integralmente repassada aos consumidores finais de produtos em que o algodão é empregado.

“Uma retirada total dos subsídios poderia levar a um aumento de até 20% nos preços internacionais, mas eu não acredito que isso gere uma transferência de preços muito grande para o consumidor final”, afirmou Cunha, na última segunda (31/08).

De acordo com Cunha, o fim dos subsídios provocaria uma queda da produção norte-americana, vendida a outros países por preços abaixo dos cobrados por outros grandes produtores, graças aos benefícios públicos. Com a queda da oferta internacional, a tendência será de alta dos preços, disse ele.

“Aí, sim, os países mais competitivos estariam à frente, vendendo seu produto a um preço justo”, completou Cunha, afirmando que o produto brasileiro teria maior aceitação no mercado internacional.

Para ele, a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) é um importante mecanismo para que o governo brasileiro pressione os Estados Unidos a eliminarem os subsídios proibidos, mas não descarta a hipótese de o governo brasileiro não aplicar as retaliações comerciais autorizadas hoje, usando-as como trunfo em outras negociações políticas.

“Isso é possível, e seria uma decepção muito grande, já que este é um caso emblemático, o de maior repercussão na OMC no setor agrícola. Vamos fazer de tudo para que o governo brasileiro use seus direitos e não deixe esse assunto morrer sem levar nada em troca. A agricultura brasileira tem um potencial muito grande, mas tem que romper várias barreiras, e o dever do nosso governo é trabalhar para isso”, afirmou Cunha.

Caso o governo brasileiro opte por não retaliar os Estados Unidos, a Abrapa promete cobrar melhorias para o setor. “Se o governo brasileiro optar por não aplicar essas retaliações, queremos que haja uma compensação para o setor, [com o governo] promovendo o desenvolvimento tecnológico, nosso marketing, melhoria da logística, controle de pragas, além de outras iniciativas para o setor, para que possamos ser mais competitivos”, destacou Cunha. “Cobraremos uma compensação aos prejuízos. E há muita coisa para ser feita no Brasil para nos dar igualdade de competição com outros países.”

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