Argentina lança programa de venda de mais de 13 tipos de cortes de carne bovina a preços populares, sem limites de compra.
“Carne para todos”

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, lançou na noite desta terça-feira o plano “carne para todos”, que prevê a venda de corte de carne bovina a preços populares – cerca de 40% mais barato que o preço oferecido nos supermercados.
Segundo a Presidência, cinco caminhões frigoríficos itinerantes venderão até 10 mil quilos do produto por dia nas regiões carentes da província de Buenos Aires, a maior do país.
No momento do lançamento do programa, em frente à Casa Rosada, Cristina realizou uma “compra simbólica” de diferentes cortes de carne – produto símbolo da gastronomia argentina.
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O quilo do chamado assado, o principal corte do churrasco nacional, custará 10,50 pesos (cerca de R$ 4,50). Nos mercados tradicionais, o quilo do corte costuma ser vendido por a partir de 30 pesos.
Os consumidores poderão escolher entre 13 tipos diferentes de cortes e, de acordo com o site da Presidência, não haverá limite para a quantidade desejada.
Alta inflação
O programa foi lançado num momento de alta da inflação, de aumento nos preços da carne bovina e quando as estatísticas oficiais geram polêmica no país.
Analistas criticam o fato de o governo não reconhecer o aumento de preços, e trabalhadores do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC, equivalente ao IBGE) costumam realizar protestos contra a “maquiagem” dos dados.
A mesma crítica contra a “maquiagem” tem sido feita por consultores privados, que foram multados pela Secretaria (nacional) de Comércio Interior em até 500 mil pesos por divulgarem levantamentos paralelos sobre a inflação.
Segundo dados oficiais, a inflação ficou em torno dos 10% em 2010. Para consultorias privadas, o índice variou entre 20% e 25%.
Recentemente, uma equipe de técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) visitou o país para assessorar o governo na confecção de um novo índice de preços que abarcaria todas as províncias argentinas. Atualmente, como afirmaram diretores do INDEC, esse índice é regional.
No início desta semana, emissoras de rádio e de televisão argentinas destacaram as declarações da presidente Dilma Rousseff em relação à inflação no Brasil.
“É incrível, a presidente Dilma reconhece a alta da inflação e, aqui, as autoridades negam a realidade. E a inflação lá é muito menor que aqui”, disse o jornalista Marcelo Longobadi, da rádio Diez, de Buenos Aires.





















