Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Demanda chinesa por carne suína é metade do consumo mundial

Demanda da China por carne suína equivale à metade do consumo mundial, 100 milhões de toneladas ao ano.

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Demanda chinesa por carne suína é metade do consumo mundial

Uma mesa farta na China não precisa de espetinhos de escorpiões, cobras ou carne de cachorro, alimentos que ficaram conhecidos em todo o mundo desde as Olimpíadas de 2008. Beijing, ou Pequim, tem pratos especiais como o pato laqueado – assado e cortado em pequenas fatias que são pinçadas a palitinhos (hashis) com muito apetite pelos chineses. Mais do que isso, a proteína mais consumida vem da carne de porco.

Em cada dez quilos de carne da dieta chinesa, sete são de suíno, dois de ave e um de bovino. Para garantir o abastecimento interno é que o país se obriga a importar perto de 70 milhões de toneladas de soja e milho e produzir o máximo possível de grãos que consegue.

No maior consumidor de carne suína do mundo, cada habitante ingere 38,4 quilos do alimento por ano, mais que o dobro dos 15,1 quilos per capita do Brasil, conforme os números oficiais de 2011. De carne de ave, são 10 quilos, um quarto do consumo brasileiro. Bovino é alimento raro no cardápio, com apenas 4,1 quilos ao ano, volume que no Brasil é nove vezes maior.

O que determina o tamanho da demanda é a concentração de um em cada sete habitantes do planeta no país asiático. Das 100 milhões de toneladas de carne suína consumidas no planeta, metade passam pelos pratos e hashis chineses. Com 73% de participação no cardápio, o alimento define em boa parte a cozinha do país.

Não haveria carne suficiente no mundo se a China tivesse cardápio parecido com o ocidental. “Os mercados são complementares”, afirma o adido agrícola do Brasil, Esequiel Liuson, há dois anos na capital chinesa.

“Eles consomem muita cartilagem, miúdos, órgãos internos. No supermercado, a parte mais cara do frango é a asa. Vou direto à sessão do peito, onde sempre tem promoção.” Meio quilo de asa de frango sai por R$ 6 em Beijing. A mesma porção de peito custa R$ 4.

Churrasco na China é prato especial para turista, servido em churrasqueiras de metal móveis montadas provisoriamente ao ar livre nos hotéis, que parecem carrinhos de algodão doce. Embora o sabor do prato receba elogio dos apreciadores estrangeiros, os chineses preferem língua, dobradinha, rabada.

Já o suíno é aproveitado integralmente, em porções próprias para o uso de varetas ou mesmo pastas que tem a carne, os miúdos e a gordura como ingredientes. A própria criação dos animais é uma tradição. Mais da metade do plantel sai de criadouros “caseiros”.

O crescimento da produção comercial tem sido decisivo para a ampliação do consumo de grãos importados na ração. A suinocultura especializada ainda tem participação de apenas 25%, enquanto a avicultura atinge 75%.

A estratégia do país é justamente sistematizar a produção para ganhar produtividade e garantir o abastecimento interno. Conforme os relatórios do governo chinês, as criações de fundo de quintal vem perdendo peso. A indústria da proteína e o sistema de comercialização vem se especializando continuamente.

Pratos como pássaros assados com cabeça são iguarias regionais no Nordeste, enquanto insetos, disponíveis aos turistas em Beijing, são mais comuns no Centro-Sul. “Pato laqueado é um dos pratos mais procurados pelos turistas”, conta a estudante de comércio internacional Helen Chen, que acompanha grupos de turistas aos restaurantes de Beijing.

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