Protestos são feitos no país, que sofre com sanções comerciais.
Iranianos furiosos com o preço alto do frango

Os iranianos estão a começar a ficar furiosos com as escassez e aumento do preço do frango ao ponto de já ter havido manifestações em Neishabour, noticiou uma reportagem da televisão britânica BBC.
Testemunhas citadas pelo site da televisão disseram que várias pessoas naquela cidade, normalmente calma, gritaram palavras de ordem contra o governo e exigiram o fim do aumento dos preços.
Nos últimos meses, o preço do frango quase duplicou para o equivalente a cinco dólares (cerca de quatro euros) o quilo, de acordo com as taxas de câmbio atuais. Muitas lojas ficaram praticamente sem estoques e com as prateleiras vazias, contam Hossein Bastani e Ali Hamedani no serviço persa da BBC.
Leia também no Agrimídia:
- •Fala Agro: O insuportável Custo Brasil, por José Antônio Ribas Júnior
- •Lar Cooperativa avança no ranking Valor 1000 e consolida nova escala no agronegócio
- •Excesso de oferta anula repasse de preços no frango apesar de exportação recorde
- •União Europeia suspende importação de carnes do Brasil por uso de antimicrobianos
Uma das razões apontadas para a subida dos preços são as sanções internacionais aplicadas ao sistema bancário, o que torna difícil aos produtores de frango importar rações ou comprar quantidades extra de frango congelado quando os estoques domésticos são reduzidos.
“Nós costumávamos pagar aos vendedores através de transferência bancária para uma conta internacional”, conta, nesta reportagem, um importador iraniano. “Agora é impossível. A nossa única opção é enviar dinheiro através de uma loja que faça transferências. É é um risco muito grande para nós fazer trocas comerciais assim e por isso deixámos de importar rações”.
O Irã tem sido alvo de várias sanções, dos EUA, da UE e da ONU devido às divergências que existem entre Teerã e a comunidade internacional sobre o desenvolvimento do seu programa nuclear. O Irã diz que este tem apenas fins pacíficos. Americanos, europeus e israelitas, sobretudo, desconfiam que o regime pretende ir mais longe e dotar-se da bomba atómica.
























