Ubabef defende acordo do Brasil com bloco europeu.
Avicultura nacional reitera defesa de acordo com UE

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, manifestou sua preocupação com a noticia de que a União Europeia planeja diminuir o volume de cotas de importação de carne de frango hoje existentes para os países do Mercosul – afetando o Brasil – antes de fechar acordos setoriais com os Estados Unidos e o Canadá, cujas conversações estão hoje muito adiantadas. No caso do acordo EUA-UE, por exemplo, os negociadores já previram o fechamento em um prazo inferior a dois anos.
“Infelizmente pouco ou nada se faz para avançar em um acordo bilateral entre Brasil e União Europeia. Simplesmente não é concebível que percamos mercados conquistados com tanto empenho por motivos como indolência ou omissão”, destacou Turra.
Segundo o presidente da UBABEF, além de as negociações entre Mercosul e União Europeia se arrastarem, desde 2000, sem um resultado concreto, o bloco do Cone Sul tem se visto diante de um relacionamento com a UE cada vez mais favorável.
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Turra destacou que um exemplo prático de distorções que ocorrem com a ausência de um acordo Mercosul-União Europeia está nas exportações de carne de frango de um país vizinho sul-americano que não integra o Mercosul. Desde 2002, o Chile mantém acordo de associação com a UE e exporta peito de frango salgado sem qualquer restrição, pagando uma tarifa de 15,4%.
As exportações chilenas do produto para o mercado europeu passaram de 147 toneladas para mais de 15 mil toneladas em 2011, cerca de 30% da produção daquele país. E a partir de 2014 a tarifa será zerada.
“É preciso mudar o foco e recorrer ao que se chama, no comércio internacional, de early harvest: um acordo fechado em partes, sem a necessidade de finalizar todos os temas para que entre em vigor. O Brasil adotaria primeiro a iniciativa, que depois poderia ser adotada pelos demais países do Mercosul”, defendeu Turra.
























