Argentina reduz impostos de importação para agrotóxicos

O Ministério da Economia da Argentina, liderado por Luis Caputo, anunciou uma redução nos impostos de importação para certos agrotóxicos, com o objetivo de apoiar o setor agrícola do país.
A medida afeta as tarifas sobre agrotóxicos que contêm Atrazina, Glifosato e 2-4-D, que serão diminuídas de 35% para 12,6%, alinhando-as com a tarifa comum estabelecida pelo Mercosul. Especificamente, a taxa para Atrazina primária cairá de 24% para 10,8%.
A decisão gerou reações mistas entre os profissionais da indústria agroquímica. Enquanto alguns aguardam a publicação oficial do decreto para avaliar seus efeitos, outros expressaram preocupações, argumentando que a mudança poderia levar a uma competição desleal com os produtores nacionais e ter um impacto limitado no mercado local.
A Câmara Argentina da Indústria de Fertilizantes e Agroquímicos (CIAFA) expressou preocupação de que a medida possa prejudicar as fábricas locais de síntese e formulação.
Por outro lado, a Associação de Produtores do Norte (Apronor) comentou que a redução dos impostos não beneficia diretamente o setor agrícola, mas sim o país como um todo.
A decisão foi influenciada pelas demandas da Sociedade Rural Argentina e da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, que solicitaram a redução de impostos para incentivar a produção de trigo.
No entanto, representantes da cadeia de vendas de herbicidas observaram que os produtos necessários para a atual temporada agrícola já estão em estoque, sugerindo que os efeitos da redução dos impostos serão sentidos mais adiante.
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