Laboratório da Califórnia envia alguns testes de gripe aviária para fora do estado durante o surto

Apesar da greve de funcionários da Universidade da Califórnia, que inclui técnicos de laboratório, a instituição garante que os testes para a detecção da gripe aviária H5N1 em aves não serão afetados. O Laboratório de Saúde Animal e Segurança Alimentar da Califórnia, na UC-Davis, o único no estado com capacidade de confirmar a doença, transferiu parte dos testes para outras instalações fora do estado como medida preventiva, e afirma que não há previsão de atrasos.
A greve, que teve início na quarta-feira e se estende até sexta-feira, é motivada por reivindicações como baixos salários e falta de pessoal. O sindicato que representa os trabalhadores afirma que a paralisação afeta diversas áreas da universidade, incluindo pesquisa e saúde.
O surto de gripe aviária, o pior já registrado nos EUA, tem impactado diversos setores, desde a produção avícola até o preço dos ovos, que atingiu níveis recordes. A Califórnia, maior produtor de leite do país, também registrou casos da doença em vacas leiteiras.
Leia também no Agrimídia:
- •Conflito no Oriente Médio interrompe cadeias de suprimento e pressiona exportações de frango no mundo
- •Avicultura na Ucrânia: empresa anuncia €300 milhões para expansão produtiva e projeto de biometano
- •EUA: estados acionam Justiça contra regras que podem afetar bilhões em apoio ao agro e à segurança alimentar
- •Exportações de ovos de Minas Gerais crescem 15% e ampliam presença em mercados internacionais
A UC-Davis garante que o laboratório mantém sua capacidade de processar as amostras, com três funcionários trabalhando durante a greve. Adicionalmente, o laboratório faz parte de uma rede nacional que permite o envio de testes para outros estados em casos de alta demanda.
Apesar das medidas adotadas pela universidade, Alyssa Laxamana, técnica de laboratório em greve, alerta para os atrasos nos testes que já ocorreram no ano passado devido à falta de pessoal. Segundo ela, algumas amostras chegaram a ficar paradas por uma semana ou mais, o que aumenta o risco de propagação do vírus.
A universidade afirma que aumentou o número de funcionários no laboratório desde o início dos surtos e que conta com o apoio de outras equipes. O Departamento de Agricultura dos EUA e o Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia também afirmam que estão monitorando a situação e prontos para oferecer suporte, se necessário.
Referência: Reuters





















