Empresário brasileiro teria atuado como intermediário informal em tentativa de evitar conflito e abrir caminho para negociações estratégicas entre Venezuela e Estados Unidos
Joesley Batista teria participado de articulação para saída negociada de Nicolás Maduro

Uma tentativa silenciosa de encerrar a crise venezuelana antes da escalada militar chegou a envolver um dos maiores empresários do Brasil? Informações apontam que Joesley Batista, controlador do grupo J&F, participou de uma articulação informal com o objetivo de convencer o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a deixar o poder de forma negociada.
Missão discreta em Caracas
A movimentação teria ocorrido durante uma viagem a Caracas, quando Joesley Batista apresentou uma proposta de saída política que incluía a possibilidade de exílio de Maduro na Turquia. O plano previa garantias de segurança pessoal e a condição de que o líder venezuelano não fosse extraditado para os Estados Unidos.
Negociação para evitar guerra
A iniciativa fazia parte de um esforço mais amplo para evitar um conflito armado entre Estados Unidos e Venezuela. A mensagem levada ao governo venezuelano incluía a disposição norte-americana de negociar ativos estratégicos do país, como petróleo, ouro e minerais considerados críticos, em troca de uma transição política.
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Articulação fora dos canais oficiais
Apesar de não ocupar cargo diplomático ou governamental, o empresário teria atuado como emissário informal, aproveitando sua experiência internacional e presença em mercados estratégicos. As informações repassadas por ele teriam sido consideradas em discussões de alto nível, ainda que sem caráter oficial.
Proposta recusada e desfecho militar
Maduro e sua esposa teriam recusado a oferta de exílio, o que encerrou a tentativa de solução diplomática. Meses depois, a crise avançou para um desfecho mais radical, culminando na captura do líder venezuelano durante uma ação militar que redesenhou o cenário político do país.
Impacto geopolítico
O episódio revela os bastidores das negociações internacionais envolvendo a Venezuela e evidencia como interesses econômicos, recursos naturais e segurança regional estiveram no centro das tentativas de evitar uma guerra aberta na América Latina.
















