Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Lodo que vira adubo

Esgoto urbano é transformado em fertilizante alternativo, ajudando agricultores a elevar a produtividade das lavouras.

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Da Redação 08/04/2003 – O produtor de cana-de-açúcar Arlindo Batagin Júnior, de Capivari, SP, não tem medo de inovar em suas plantações. Ainda mais quando o novo pode significar maior produtividade, mais lucro e atitude agroecológica. Há dois anos, ele ouviu falar do uso do lodo proveniente de esgoto urbano como fertilizante para o solo. Ao passar a utilizá-lo em suas lavouras, obteve um aumento de 10 toneladas de cana por hectare em sua produção anual. E o que é melhor: sem desembolsar um tostão pelo fertilizante alternativo, sequer para pagar o frete.

O material que elevou o rendimento do produtor é proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto de Jundiaí (SP). A empresa Opersan Serviços Ambientais aproveita a produção diária de 250 toneladas de lodo de esgoto da estação paulista para reciclá-lo produzindo o biossólido, como é chamado o produto pronto para a agricultura. O processo de reciclagem é realizado através de um sistema onde a água do esgoto é tratada para voltar aos rios, enquanto que os agentes potencialmente poluentes são transformados em adubo.

“O tratamento inclui ainda a higienização desse subproduto do esgoto, para que organismos patógenos sejam reduzidos a uma quantidade que não represente risco de contaminação”, explica o engenheiro agrônomo da Opersan Fernando Carvalho Oliveira. Tal redução é feita mantendo-se o lodo sob o sol por 90 dias, onde é constantemente revolvido. No Paraná, onde também obtém-se o fertilizante, a calagem (adição de cal ao lodo) é a principal forma de controlar a sanidade do produto. “Por meio desse método, que dura de 30 a 60 dias, ocorre o aumento de pH, temperatura e outros fenômenos responsáveis pela eliminação de microorganismos nocivos”, explica Cleverson Andreoli, coordenador do programa de biossólidos da Sanepar – Companhia de Saneamento do Paraná.

Aterros

Além de não poluir os rios, a produção de biossólido evita o acúmulo de resíduos em aterros sanitários, que, no caso de São Paulo, ou estão lotados ou custam caro por serem particulares. “Para produzir o fertilizante, levá-lo a propriedades dentro de um raio máximo de 120 quilômetros e ainda prestar assistência técnica ao produtor, a Opersan tem gasto 45 reais por tonelada. Já o lodo com destinação final para os aterros custaria 60 reais por tonelada”, contabiliza o agrônomo da empresa. “Como é um trabalho novo, nem todos os produtores terão acesso no momento ao fertilizante, porque a procura é maior do que a oferta e o biossólido é produzido somente em regiões que fazem o tratamento de esgoto”, afirma Oliveira. “Mas a tendência é a ampliação em nível nacional”.

Veja mais: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC517908-1641,00.html

 

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