Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,73 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,42 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.571,30 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.500,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Dejetos de suínos

Pesquisa estuda microorganismos para diminuir poluição.

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Redação SI (16/05/06)- A Embrapa Suínos e Aves (Concórdia-SC), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está estudando o uso de microorganismos para diminuir a poluição provocada pelos dejetos acumulados nas propriedades que produzem suínos. A iniciativa faz parte de uma rede internacional de pesquisa, que integra pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Europa e Japão. No final do estudo, queremos desenvolver um sistema que retire nitrogênio dos resíduos, diminuindo o impacto ambiental provocado no solo pelas sucessivas disposições de dejetos, explicou o pesquisador Airton kunz.

Há algum tempo que os pesquisadores alertam que não basta apenas armazenar os dejetos em esterqueiras e depois aplicá-los no solo como um adubo orgânico. Em regiões com grande produção de suínos, há muito mais resíduos do que solo disponível para recebê-los. Isso faz com que seja colocado dejeto em excesso na terra, situação que interfere negativamente nas características químicas, físicas e biológicas do solo. No caso do excesso de nitrogênio, o principal perigo é a sua transformação em nitrato, que acaba nas fontes de água e faz com que elas fiquem impróprias para o consumo humano e animal.

Os microorganismos que removem o nitrogênio dos dejetos animais estão presentes no meio ambiente e foram descobertos por pesquisadores holandeses em 1996. As experiências sobre o assunto mostraram também que os microorganismos somente se alimentam de nitrogênio em condições muito restritas. Nosso desafio é reproduzir essas condições em laboratório, compreendê-las inteiramente e replicá-las de uma maneira aplicável aos sistemas de produção de suínos, disse Aírton Kunz. Além dos dejetos de suínos, o uso de microorganismo na remoção de nitrogênio dos resíduos da produção poderá servir a produções de bovinos e aves.

Nos laboratórios da Embrapa Suínos e Aves estão sendo testadas neste momento as condições ideais para a reprodução dos microorganismos. Os resultados obtidos nos laboratórios espalhados pelo mundo que participam do projeto são trocados entre os pesquisadores e ajudam a tornar mais rápido e eficiente o processo de compreensão de como os microorganismo podem ajudar a diminuir o impacto ambiental dos dejetos suínos. De acordo com o pesquisador Airton Kunz, não dá para se fazer uma previsão exata de quando será possível colocar à disposição dos suinocultores equipamentos que utilizem os microorganismos. Mas de antemão é possível dizer que essa alternativa auxiliará principalmente as propriedades ou regiões que concentram grande número de animais, completou o pesquisador.

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