Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Uso de efluentes da suinocultura em pastagens pode contaminar o meio ambiente

Pesquisa revela que a degradação ambiental acontece até mesmo em granjas que realizam o tratamento dos efluentes.

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Redação SI (31/08/06)- Avaliar os diferentes efluentes oriundos do sistema de tratamento biológico de uma granja suinícola, quanto à sua qualidade e aos seus reflexos no cultivo de pastagens agrícolas foi o objetivo de uma pesquisa de mestrado, defendida no dia 28 de agosto, pelo engenheiro civil Wagner de Oliveira, pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Ambiência (NUPEA) da Esalq/USP.

Os resultados mostraram que a qualidade dessas águas residuárias sinalizaram teores físicos, químicos e microbiológicos que não atenderam as resoluções do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e a USEPA – 2005 (US Environmental Protection Agency). Também foram analisadas amostras de solo, que apresentaram parâmetros, com teores acima do preconizado para o Estado de São Paulo, exceto pelo elemento químico boro.

A pesquisa foi realizada em uma granja suinícola considerada modelo no Estado de São Paulo e com um sistema de tratamento de dejetos composto por um tanque de decantação e 06 lagoas de estabilização. No experimento foram avaliados o desenvolvimento das pastagens Brachiaria decumbens e Grama Estrela Cynodon plesctostachyum depois de irrigadas com os efluentes tratados (biofertilizantes).

Para a pesquisa foram analisados e selecionados os efluentes da entrada do tanque de decantação e da saída da lagoa 1 e 5, sendo considerados parâmetros físicos (pH, condutívidade, turbidez), químicos, microbiológicos e bioquímicos.

A aplicação desses efluentes ocorreu de forma mecanizada em cada subparcela das pastagens estudadas, onde mensalmente foram realizados os cortes (foto ao lado) para a avaliação de produção de massa seca e bromatológica do material.

Quanto à produção e à avaliação do crescimento das pastagens, observou-se que a produção de massa seca foi superior nos diferentes tratamentos, em relação à área onde não houve irrigação. Utilizando esse biofertilizante, verificou-se um incremento de 30% na produção.

Acesse : http://www.nupea.esalq.usp.br/efluente06.htm

Problemática ambiental
Segundo Oliveira, a pesquisa revela que a prática do agricultor nem sempre é eficaz, porém resolve a priori os destinos dos efluentes, garantindo-lhe uma maior produtividade, mesmo que isso acarrete prejuízos ao solo pelo uso desse biofertilizante. Acredito que a maioria dos produtores de suínos não tem sequer a informação básica do nível de contaminação no meio ambiente acrescenta o pesquisador.
Alem disso, ainda não existe uma legislação específica que trate dos efluentes da produção animal, por isso, Oliveira baseou-se em legislações mais gerais, como o CONAMA e a USEPA, cujas regras valem principalmente para o tratamento de esgotos e efluentes industriais, bem menos tóxicos que os da produção animal. O pesquisador enfatiza que o descaso com essa problemática ocorre pela carência de informações e a escassez de uma legislação nacional para balizar e controlar esse tipo de agressão ambiental.
A pesquisa, intitulada como “Uso de água residuária da suinocultura em pastagens Brachiária Decumbens e Grama Estrela Cynodom Plesctostachyum“, foi financiada pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
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