O estresse calórico pode ser a maior causa de ovos pálidos na avicultura de postura.
Clima quente e ovos pálidos
Redação AI 07/05/2007 – De acordo com o professor da Escola Veterinária da Universidade de Glasgow (Escócia), Sally Solomon, exames realizados em ovos pálidos revelaram que a sua postura havia ocorrido seis horas antes do normal e isto acabou prejudicando a fixação do pigmento no produto. "Boa parte do pigmento do ovo fica armazenada na cutícula (envoltura protéica que protege o ovo durante a postura, dando-lhe a sua cor característica) e, com a postura prematura, essa cutícula não se forma, deixando pálida a aparência do ovo", explica o professor.
Leia também no Agrimídia:
- •Avicultura e produção de milho: programa do Mapa destina R$ 3 bilhões para desenvolvimento sustentável na Caatinga
- •Sanidade na avicultura: doença de Newcastle avança na Alemanha e acende alerta no setor europeu
- •Preço dos ovos recua no fim da Quaresma, mas média mensal ainda acumula alta
- •Automação: robô inspirado em movimentos humanos avança no processamento de frangos
Solomon aponta que o grande responsável pela postura prematura e a não formação da cutícula nos ovos é o estresse calórico das aves. "Este problema tende a crescer no verão e em dias de clima quente", ressalta. O professor ainda destaca que o estresse calórico pode ser evitado em produções confinadas, com galpões climatizados. Já na produção de aves livres, o problema só é controlado quando as aves são recolhidas a uma área de conforto (sombras e coberturas).





















