Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,47 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,21 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,70 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,39 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 154,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,27 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.566,88 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Manejo

Dejeto de suínos vira fertilizante

Máquinas de compostagem fabricadas em SC reduzem a poluição ambiental e trazem economia ao suinocultor.

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Dejeto de suínos vira fertilizante

Um projeto experimental trabalha para modificar práticas na suinocultura e já apresenta resultados positivos. Por meio de uma máquina de compostagem, desenvolvida em Santa Catarina, os produtores reduzem gastos e favorecem o meio ambiente com o reaproveitamento de dejetos suínos.

Trata-se de uma parceria entre suinocultores e técnicos agrônomos. Os estudos preliminares começaram há dois anos e, em 2009, o projeto foi colocado em prática.

A empresa Fast Indústria fabrica as máquinas em Capinzal. No acordo, o produtor rural entra com o espaço e a estrutura física e os engenheiros contribuem com o equipamento, sem custo para nenhuma das partes.

O método funciona atualmente na propriedade de Vitalino Zenaro, em Lacerdópolis, no Meio-Oeste catarinense. A composteira reaproveita o esterco, que ao ser misturado com outras matérias orgânicas, se transforma em fertilizante para a lavoura.

Na propriedade de Zenaro existe uma criação de 2 mil porcos em terminação, ou seja, os animais estão na fase de engorda, antes do abate.

Sem a composteira, o produtor aplicava boa parte do seu investimento em adubo e defensivos agrícolas. Além disso, se preocupava com a possibilidade de contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

Agora, com o equipamento fucionando, Zenaro gasta menos com fertilizantes e viu reduzir os problemas típicos da suinocultura.

“Além de reaproveitar os dejetos dos animais, a máquina terminou com o mau cheiro e diminuiu a proliferação de insetos. A granja, além de ter ficado ecologicamente correta, está mais higiênica”, diz o produtor.

O engenheiro mecânico Cid Barretta, que faz parte do projeto, lembra que o grande problema do suinocultor é o impacto ambiental.

“Focamos a solução e buscamos na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) as pesquisas para darmos um destino correto e ecológico para os dejetos”, explica.

Na granja de Zenaro, a produção diária de cerca de 6 mil litros de dejetos é transportada de forma automática e contínua para dois canteiros de compostagem com três metros de largura e 420 m3 de volume.

Adubo pronto para uso em dois meses

O processo é simples e leva 60 dias.

“Os dejetos ficam armazenados na esterqueira e são bombeados para a calha de homogeneização. O esterco é misturado com um substrato que pode ser a serragem, cama de aves ou casca de arroz. No final do processo, o produtor tem adubo orgânico, que propicia redução de odores e insetos”, explicou o engenheiro.

Seis máquinas semelhantes estão em fabricação, ainda de modo experimental. Três delas serão vendidas para o Sudeste e Centro-Oeste.

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