Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Consumo de carne suína deve aumentar

Oferta não será problema em Goiás, já que produtores estão descartando os animais, por causa da escassez de milho.

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Redação SI 16/12/2002 – Ainda é incipiente a reação no mercado de carnes suínas neste mês de dezembro, tradicionalmente a época de maior demanda pelo produto. De acordo com o presidente da Associação Goiana de Suinocultores (AGS), Eugênio Arantes Pires, o consumo aumenta de 20% a 30% durante as festas de fim do ano. Ele acredita a procura será mais acentuada na semana do Natal e ressalta que a situação continua difícil para os produtores, em função da falta de milho, que está onerando os custos de produção.

Esta semana, segundo Eugênio, o preço pago ao produtor pelo quilo da carne suína em Goiás ficou na faixa de R$ 1,80 a R$ 1,90, para um custo médio de produção de R$ 2,00. Isso representa uma ligeira melhora em relação a situação de três meses atrás, quando os produtores recebiam R$ 1,40 pelo quilo, enquanto o custo de produção era da ordem de R$ 1,70.

O maior complicador para a atividade, principalmente para os pequenos produtores, é a escassez de milho, cuja produção foi afetada pelo comportamento de mercado, com o achatamento dos preços. Eugênio lembra que até poucos dias, os suinocultores estavam pagando em torno de R$ 30,00 pela saca de milho. Hoje o preço retraiu um pouco, em torno de R$ 27,00, mas persiste o desabastecimento. A venda de milho em balcão praticamente inexiste. Segundo o presidente da AGS, a situação está provocando o fechamento de diversas pequenas granjas, em todo o Estado.

A consequência mais grave é o abate de matrizes, já que os produtores estão descartando animais, principalmente quem não tem alternativa para alimentar o plantel. Desta forma, estima Eugênio, há previsão de queda de 10% a 15% na produção goiana, que em 2001 registrou abate de 978 mil cabeças ou 281 mil toneladas em carcaça.

Eugênio diz que o setor precisa encontrar fontes alternativas de alimentos para garantir a sustentação da atividade e encontrar formas de aumentar o consumo in natura, que está limitado a 30%, ficando os 70% restantes para os embutidos. Ele questiona a grande diferença de preços entre o que o produtor recebe e o que o consumidor paga pela carne, e acredita que há espaço para ampliar o consumo com a redução dessa margem. Em Goiás o consumo per capita, informa ele, é de 9 kg/ano, contra 13 kg/ano no Brasil e 14,63 kg/ano no mundo.

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