Empresa cogita levar a produção para Mato Grosso do Sul, onde tem uma planta de abate que também produz cortes, ou construir uma nova unidade em outro estado.
Doux Frangosul ameaça cortar investimentos no RS
Da Redação 19/04/2005 – A indústria de carne suína e de aves do Rio Grande do Sul também vai pressionar o governo gaúcho para que revise a restrição no uso de créditos de ICMS pelas empresas exportadoras, imposta por decreto. O argumento mais forte para algum tipo de recuo do Palácio Piratini virá da Doux Frangosul, de Montenegro (RS).
A empresa, maior exportadora de aves e suínos do Rio Grande do Sul, ameaça levar para outro estado um investimento de R$45 milhões, que criaria cerca de 350 novos empregos. A empresa cogita levar a produção para Mato Grosso do Sul, onde tem uma planta de abate que também produz cortes, ou construir uma nova unidade em outro estado.
Caso não ocorram avanços, a Doux também pode recorrer a demissões. O setor de avicultura e suinocultura estima em R$ 50 milhões de valores devido pelo governo às empresas neste ano.
Leia também no Agrimídia:
- •Nova UPL da Colonias Unidas inicia operação no Paraguai com suporte técnico da Agroceres PIC
- •Exportações de frango batem recorde de 493 mil toneladas e setor monitora conflito no Oriente Médio
- •Exportações de ovos atingem maior volume para fevereiro desde 2013
- •Rio Grande do Sul intensifica ações contra influenza aviária
Os créditos de ICMS da Doux foram gerados pela exportação. Ano passado, a companhia teve uma receita de R$ 1,6 bilhão, sendo que 78% deste valor teve origem em vendas para o mercado externo. Em 5 unidades (no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul) a companhia abate por dia cerca de 1 milhão de frangos, 3 mil suínos e 20 mil perus.
A empresa lembra que, de acordo com a legislação, o ICMS pago na elaboração do produto final a ser exportado deve ser revertido em créditos mensais para as companhias.





















