Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Revés nos EUA determina forte alta das ações da JBS

O avanço foi reflexo da boa interpretação feita por analistas e investidores sobre a negativa feita pelo governo americano.

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Redação (22/10/2008)- Neste mês, no ano, nos últimos 12 meses e também desde sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), as ações da JBS apresentam desempenho sempre inferior ao do Ibovespa. Ontem, em contrapartida, um dia depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos decidir barrar a compra da National Beef pelo frigorífico brasileiro, suas ações ON encerraram em alta de 10,38%, a R$ 3,40. O principal índice da Bovespa recuou 1,01%. Foi o segundo melhor desempenho da bolsa brasileira no dia. 

O avanço foi reflexo da boa interpretação feita por analistas e investidores sobre a negativa feita pelo governo americano – ainda que JBS e U.S. Premium Beef, que controla a National Beef, tenham reiterado que tentarão reverter o bloqueio. O impedimento ao negócio, apoiado também pelas procuradorias de 13 Estados americanos, foi justificado com o temor de que mais de 80% do mercado de processamento de carne dos EUA ficaria nas mãos apenas de JBS, Cargill e Tyson Foods. 

 "Estamos em um momento difícil da economia, com escassez de crédito. Quem tem dinheiro em caixa tem que esperar até que o pior passe. Como a compra foi barrada, a JBS pode ficar com mais recursos para enfrentar as turbulências", diz André Nardini, analista da corretora Terra Futuros. "Ela é uma empresa arrojada. Nada impede que volte às compras no futuro, mas o momento atual não é o mais adequado".

Em um cenário de oferta mais apertada de crédito, o frigorífico brasileiro teria maiores dificuldades para efetivar seu crescimento nos EUA, acreditam os analistas. Em março, quando o acordo de compra da National Beef foi divulgado, a proposta apresentada foi de aporte de US$ 560 milhões, além de ssunção de dívidas, o que elevaria a operação para US$ 970 milhões. 

"As operações nos Estados Unidos têm margens mais apertadas que as do mercado brasileiro. O mercado está olhando mais para o resultado da empresa, e não tanto para o tamanho que ela poderá ter. Os custos nos EUA são mais elevados", diz Fabiano Tito Rosa, analista da Scot Consultoria.

Em relatório, o banco UBS Pactual afirmou que, embora fosse preferível que toda a operação fosse completada agora – a compra da Smithfield, também anunciada em março, foi aprovada – "acreditamos que, dadas as atuais condições de mercado, é melhor ter dinheiro em caixa". 

De acordo com uma fonte da JBS, o impasse na Justiça americana deverá se estender por um período entre cinco e seis meses. 

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