Segundo presidente da empresa, há pouco espaço para avanços nos EUA e Austrália.
América do Sul nos planos da JBS
Redação (05/12/2008)- O presidente da JBS, Joesley Batista, disse ontem em conferência pela internet que a empresa pode crescer na América do Sul em 2009. Segundo ele, há pouco espaço para avanços nos EUA e Austrália, mas "se houver boas oportunidades [a empresa] vai continuar crescendo na América do Sul".
Ele admitiu até a possibilidade de a companhia fazer aquisições em suínos, setor em que já atua nos Estados Unidos. Durante a conferência sobre o lançamento dos ADRs da JBS na bolsa de Nova York, ontem, Batista ponderou que a empresa "só vai crescer se puder manter sua posição de caixa".
Questionado sobre o efeito da crise financeira internacional nas margens da JBS, o empresário disse que a empresa "tem experiência em crises" e afirmou que apesar da turbulência "conseguiremos ter margens sustentáveis".
Leia também no Agrimídia:
- •Coreia do Sul avalia sistema de defesa sanitária de suínos no RS para ampliar mercado
- •Alerta de temporais: baixa pressão e frente fria trazem chuvas intensas ao Centro-Sul
- •China deve retomar compras de carne bovina brasileira entre outubro e novembro, avalia Abiec
- •Exportação de frango encosta em US$ 1 bilhão e demanda interna sustenta preços
Ele considera que a JBS está preparada para enfrentar as dificuldades decorrentes da crise. "Somos cautelosos. E prova disso é que depois de todas as aquisições nossa alavancagem é baixa (2,3 vezes), geramos caixa e temos tido bons resultados (…) Sabemos o que estamos fazendo". No fim do terceiro trimestre, a dívida líquida total da empresa era de R$ 2,4 bilhões, o equivalente a um mês de vendas, segundo ele.
Batista também fez questão de dizer que a empresa não tem exposição a derivativos, instrumentos que geraram perdas a empresas como Sadia e Votorantim.
























