Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,19 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 159,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,78 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,55 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 154,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,22 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 158,68 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Economia

IPI para máquinas e insumos pode acabar

A Comissão de Agricultura da Câmara Federal aprovou o projeto de lei.

Importar máquinas, equipamentos e insumos pode custar menos para o agricultor brasileiro. A Comissão de Agricultura da Câmara Federal aprovou, na semana passada, projeto de lei 3826/2008 que concede isenção de Imposto de Importação (IPI) na aquisição de produtos nessas três áreas. A matéria, agora, segue para apreciação das comissões de Assuntos Econômicos e de Justiça para ir a plenário. A expectativa do autor da iniciativa, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), é de que ainda neste ano o projeto seja votado pelo Senado e sancionado pelo governo.

A justificativa do parlamentar é de que a incidência da tributação sobre os insumos utilizados na produção agrícola encarece a atividade, o que repercute no preço dos alimentos e de outros produtos rurais. Pelos cálculos de Colatto, os preços cairão em média em 50% no caso de máquinas, podendo variar de 30% a 80% para insumos. Além disso, a aprovação do projeto deverá minimizar o contrabando de produtos da Argentina e do Uruguai. “Os valores de lá são bem menores. Com a isenção, o mercado ficará regulado”, alega o deputado.

A matéria é recente e ainda desperta dúvidas. Uma das preocupações é quanto à abrangência da isenção. “São insumos em geral”, responde o parlamentar, ao ser questionado sobre quais os itens seriam atingidos pelo projeto. Para a suinocultura a iniciativa só trará vantagens reais se contemplar vitaminas, minerais, aminoácidos e princípios ativos para produtos veterinários. “Caso contrário, não haverá impacto direto para o setor”, alerta o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos (Sips), Rogério Kerber, lembrando que o farelo de soja utilizado na alimentação dos animais é produzido no Brasil.

Além disso, há um efeito cascata até a redução do preço chegar à ponta da cadeia. No caso da Cooperativa Santa Clara, por exemplo, não há importação direta. No entanto, há fornecedores de alguns insumos – caso do milho, farelo de soja e ração – que compram de outros países. “Neste caso, levará um tempo para haver reflexo no campo e, consequentemente, para o consumidor”, acredita o diretor administrativo e financeiro da Santa Clara, Alexandre Guerra.

No setor de máquinas agrícolas, a medida preocupa. “Facilitar a entrada dos estrangeiros piora a situação dos fabricantes”, adverte o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), Cláudio Bier. Caso passe a vigorar a medida, o setor aposta na solidez do segmento para competir. “A indústria nacional é muito boa e tem uma tecnologia de ponta”, destaca Bier. Além disso, ele cita a questão da assistência técnica e a adaptação do maquinário ao solo brasileiro, quesitos que os estrangeiros terão que investir ainda para atuar aqui.

Falta de recursos é o que mais preocupa

Em vez da isenção do IPI, a unanimidade do setor agropecuário é quanto ao principal entrave: a falta de recursos para o setor. O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, deputado Valdir Colatto, reconhece a carência e espera que a mudança na presidência do Banco do Brasil tenha reflexos práticos. “É preciso puxar o spread bancário para baixo e regular a taxa de juros do mercado financeiro”, afirma. Para o diretor administrativo e financeiro da Santa Clara, Alexandre Guerra, são os juros subsidiados a medida mais necessária para estimular a concorrência em uma economia globalizada. A suinocultura, que emprega 90 mil trabalhadores diretos e indiretos no Brasil, defende a necessidade de capital de giro para as empresas.

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