Ministério da Agricultura afirma que crise teve menos efeito do que o esperado.
Agronegócio tem boas perspectivas
Os efeitos da crise financeira internacional para o agronegócio brasileiro podem não ter a intensidade que se esperava. A opinião é do diretor de Assuntos Comerciais da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa do Espírito Santo.
Segundo o diretor, os preços do agronegócio vêm crescendo desde o início do ano e ao longo do 1º trimestre, muitos deles praticamente alcançaram os patamares históricos. Ele cita o caso do açúcar e da soja, cujo faturamento com as exportações em março passado equiparou-se ao do mesmo período de 2008.
OMC
Leia também no Agrimídia:
- •Produtividade sustentou o agro por 25 anos, mas crédito caro deixou o setor exposto após a pandemia, aponta Cepea
- •ABCS e ABEGS apresentam pautas sanitárias da suinocultura ao novo diretor do departamento de Saúde Animal
- •Paraná deve colher 22,75 milhões de toneladas de soja em 2026/27, estima Deral
- •Mercado de frango segue sem impacto dos novos focos de Newcastle em SC
Para Benedito Rosa, as conquistas do País no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) têm sido importantes para a consolidação de sua posição no mercado internacional.
“É preciso que não se confunda o fracasso de algumas rodadas de negociação com a própria importância da OMC”, alerta Benedito Rosa.
O diretor de Assuntos Comerciais do Ministério da Agricultura lembra, por exemplo, as vantagens obtidas pela Brasil com a adesão da Bulgária e da Romênia à União Européia e consequente aumento do imposto de importação. Pelas normas da OMC, para compensar eventuais perdas para o Brasil, aqueles mercados abriram cotas adicionais para exportação para aqueles mercados de 5 mil toneladas de carne bovina (Cota Hilton), 1,3 mil toneladas de carne de frango, e 1,3 mil toneladas de carne de peru.
Da mesma forma, para que pudesse alterar tarifas de importação consolidadas na OMC, fez acordo com o Brasil em outubro de 2006, abrindo cotas para o Brasil com tarifas privilegiadas.
Foram 170,8 mil toneladas de frango salgado com tarifa de 15,4%, 79,47 mil toneladas de frango processado a 8%, e 92,3 mil toneladas de peru processado a 8,5%.
A tarifa por tonelada extra-cota para tais produtos eram, respectivamente, 1.3 mil euros, 1,02 mil euros e 1,02 mil euros, segundo o ministério.






















