Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Agroindústrias

Independência apresenta plano de recuperação

Além da criação de uma nova empresa e da divisão da dívida, o plano prevê a profissionalização da diretoria-executiva do frigorífico.

O plano que a empresa entregou ontem (13/07) à Justiça e aos credores propõe a criação da Nova Independência S.A., ou Nisa, para onde seriam transferidos todos os ativos operacionais do Independência S.A. (Isa). Este, transformado em holding, terá 66% do capital da Nisa, ao lado de BNDESPar (7,4%) e da família Russo (26,6%), segundo o plano. O Independência, que foi afetado pela queda do real e pelo recuo das exportações, também pede, no plano, um empréstimo de R$ 330 milhões aos principais credores (entre eles, JP Morgan, Citi, Santander, Votorantim, Bradesco, Itaú e Lehman Brothers) para pagar pecuaristas e outros fornecedores e para capital de giro.

Pelo plano, a empresa antiga ficará com dois terços da dívida e a Nisa com o restante. O Nova Independência assumirá 100% das dívidas com ACCs (R$ 420 milhões), 100% da dívida com fornecedores (R$ 270 milhões), 100% dos débitos com garantia real (R$ 40 milhões) e com 25% da dívida quirografária (sem garantias e que somam um total de R$ 2,4 bilhões). Os 75% restantes desses débitos sem garantia ficariam na Isa, como dívida perpétua, e o pagamento dependeria de “eventos de liquidez”, como a venda da própria Nisa ou de parte dela ou geração de dividendos pela nova companhia.

No caso das dívidas que ficarem na Nisa, o plano tem propostas de pagamentos diferenciadas. Para o pagamento dos ACCs, juros de 5% ao ano, carência de juros até 2011, carência do principal de 38 meses e pagamento do principal em 60 parcelas mensais iguais. Para os fornecedores, até R$ 80.000 por credor em uma parcela (após aprovação do plano e novo financiamento) e saldo em 36 parcelas mensais.

No caso das dívidas com garantia real, o pagamento seria com juros de 7% ao ano, carência de juros até um ano após o financiamento e pagamento do principal em uma única parcela no 100º mês. Para as dívidas quirografárias, as condições são juros de 8% ao ano, incidindo a partir de 2011, carência de juros e principal por 75 meses e principal em três parcelas anuais (as duas primeiras de 25% cada e a última de 50%). A intenção da empresa é pagar as dívidas trabalhistas – R$ 1,5 milhão – com recursos próprios, assim que o plano for aprovado.

O conselho de administração da companhia, hoje composto pelos irmãos Miguel e Roberto Russo e mais três posições (vagas desde o pedido de recuperação judicial em fevereiro deste ano), também mudará conforme o plano. O plano prevê sete membros, dois da família, dois profissionais de mercado independentes indicados pela família, dois indicados pelos credores e um pelo BNDES.

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