Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Agroindústrias

Sadia nega acusações

Empresa diz que operações com câmbio são regulares e nega irregularidades em contratos que estão sob investigação da Polícia Federal.

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Sadia nega acusações

A Sadia disse em nota divulgada ontem (16/03) que as operações bancárias vinculadas a exportações que realizou são todas regulares e foram registradas nos sistemas de controle do Banco Central.

A Folha revelou na edição de ontem que a Polícia Federal investiga a empresa por suspeitar que ela recorreu a uma operação bancária chamada ACC (Antecipação de Contrato de Câmbio) para supostamente praticar fraudes cambiais. Procurada pela Folha antes da publicação da reportagem, a empresa não quis se pronunciar.

ACC é uma operação em que o banco antecipa recursos para a empresa financiar a produção a ser exportada e tem taxas de juros que chegam à metade das praticadas pelo mercado.

Uma das suspeitas é que a Sadia obtivesse ACCs sem realizar as exportações que deveriam lastrear a operação.

“Todos os contratos de ACC da Sadia estão lastreados em exportações efetivamente realizadas e registradas no Sisbacen (na contratação do ACC com banco) e no Siscomex (registro da exportação e do embarque)”, diz a nota. Sisbacen e Siscomex são sistemas de controle do Banco Central.

Ainda de acordo com a nota, a investigação da PF visava apurar operações feitas pela corretora Lira. “A Sadia não era o foco da investigação”, afirma o texto da companhia.
A reportagem da Folha diz que a investigação começou na Lira, em setembro de 2008, e estendeu-se à Sadia. A apuração começou na Polícia Civil e foi transferida para a PF por determinação judicial e por pedido dos advogados da Sadia.

A nota afirma que a Sadia -que se fundiu à Perdigão em 2009, criando a BR Foods- está colaborando com a PF e já apresentou a documentação que comprova “a lisura e a licitude das operações praticadas pela empresa com a corretora Lira, entre 2002 e 2005”.

Ainda de acordo com a nota da empresa, todas as operações com ACCs estão “devidamente contabilizadas nas demonstrações financeiras publicadas da companhia, que passam por auditoria externa, e são detalhadas em notas explicativas”.

A Sadia refutou a hipótese da polícia de que os volumes de ACCs seriam incompatíveis com suas exportações.

“Sobre o fato de a Sadia ter feito em apenas um dia US$ 60 milhões em operações de ACC, não há nada de atípico, dado ao volume enorme de exportações da companhia -que, no mesmo período, chegou a ultrapassar US$ 300 milhões em um mês”, diz a nota.

Segundo a nota, a descriminação dos produtos a serem exportados e o destino da exportação são feitos durante o embarque da mercadoria, e não na emissão das ACCs.

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