Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Economia

União cooperativa

Consolidação no setor cooperativista é forma de organizações ganharem eficiência diante das grandes fusões industriais.

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A consolidação no setor cooperativista é uma forma de as organizações ganharem eficiência e continuarem competitivas para se contrapor ao movimento de concentração das corporações. Essa é a avaliação de Fábio Chaddad, professor de economia agrícola na Universidade de Missouri, nos EUA, e professor visitante no Insper (antigo Ibmec) em São Paulo. “Da mesma forma que para Brasil Foods, Marfrig e JBS, faz sentido para as cooperativas se consolidarem para ganhar eficiência, economia de escala e continuarem competitivas”, diz Chaddad. A BRF é resultado da união de Perdigão e Sadia, e JBS e Marfrig fizeram várias aquisições no Brasil e no exterior recentemente.

Segundo ele, o segmento de cooperativas ainda não viveu um forte movimento de consolidação porque há resistência política. “Mas nos próximos cinco anos vamos ver muito mais consolidação porque faz sentido econômico e para [as cooperativas] se contraporem à consolidação das S.As”.

Em outros países, como EUA e Nova Zelândia, a consolidação de cooperativas já ocorreu há anos, sobretudo em lácteos.

“O mercado impõe que as cooperativas cresçam”, diz. Mas também há espaço para as pequenas, que podem ocupar nichos, onde a escala não é relevante. O especialista não considera o recente movimento de consolidação no Brasil como reflexo de problema no modelo de organização cooperativista. De fato, Chaddad avalia que as cooperativas “têm governança melhor do que as S.As”. E lembra os exemplos passados de escândalos financeiros envolvendo grandes multinacionais, como a americana Enron e a italiana Parmalat.

“Não se vê episódios dessas proporções nas cooperativas”, afirma. Uma das razões, avalia, é que as cooperativas tendem ser muitos mais conservadoras que as corporações. “Os associados conhecem muito mais de cooperativas do que os acionistas de S.A”, compara.

Além de precisarem ganhar escala e eficiência, as cooperativas têm recorrido às fusões porque foram afetadas pelas adversidades decorrentes da crise financeira, no fim de 2008. A volatilidade nas commodities, diz Chaddad, ampliou a necessidade de capital das organizações para manter as operações de hedge nas bolsas de grãos, o que pode ter afetado a capacidade financeira de parte delas. A alavancagem e a excessiva diversificação em algumas cooperativas também pode ter levado às dificuldades financeiras, admite, ponderando que, “em geral, as cooperativas são mais conservadoras”.

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