Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Economia

União cooperativa

Consolidação no setor cooperativista é forma de organizações ganharem eficiência diante das grandes fusões industriais.

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A consolidação no setor cooperativista é uma forma de as organizações ganharem eficiência e continuarem competitivas para se contrapor ao movimento de concentração das corporações. Essa é a avaliação de Fábio Chaddad, professor de economia agrícola na Universidade de Missouri, nos EUA, e professor visitante no Insper (antigo Ibmec) em São Paulo. “Da mesma forma que para Brasil Foods, Marfrig e JBS, faz sentido para as cooperativas se consolidarem para ganhar eficiência, economia de escala e continuarem competitivas”, diz Chaddad. A BRF é resultado da união de Perdigão e Sadia, e JBS e Marfrig fizeram várias aquisições no Brasil e no exterior recentemente.

Segundo ele, o segmento de cooperativas ainda não viveu um forte movimento de consolidação porque há resistência política. “Mas nos próximos cinco anos vamos ver muito mais consolidação porque faz sentido econômico e para [as cooperativas] se contraporem à consolidação das S.As”.

Em outros países, como EUA e Nova Zelândia, a consolidação de cooperativas já ocorreu há anos, sobretudo em lácteos.

“O mercado impõe que as cooperativas cresçam”, diz. Mas também há espaço para as pequenas, que podem ocupar nichos, onde a escala não é relevante. O especialista não considera o recente movimento de consolidação no Brasil como reflexo de problema no modelo de organização cooperativista. De fato, Chaddad avalia que as cooperativas “têm governança melhor do que as S.As”. E lembra os exemplos passados de escândalos financeiros envolvendo grandes multinacionais, como a americana Enron e a italiana Parmalat.

“Não se vê episódios dessas proporções nas cooperativas”, afirma. Uma das razões, avalia, é que as cooperativas tendem ser muitos mais conservadoras que as corporações. “Os associados conhecem muito mais de cooperativas do que os acionistas de S.A”, compara.

Além de precisarem ganhar escala e eficiência, as cooperativas têm recorrido às fusões porque foram afetadas pelas adversidades decorrentes da crise financeira, no fim de 2008. A volatilidade nas commodities, diz Chaddad, ampliou a necessidade de capital das organizações para manter as operações de hedge nas bolsas de grãos, o que pode ter afetado a capacidade financeira de parte delas. A alavancagem e a excessiva diversificação em algumas cooperativas também pode ter levado às dificuldades financeiras, admite, ponderando que, “em geral, as cooperativas são mais conservadoras”.

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