Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Agroindústrias

BNDES fora

A Fiagril, grupo de Mato Grosso, recomprou fatia vendida ao BNDES em 2007. Valor da operação não foi revelado.

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A Fiagril e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chegaram a um acordo para acertar a saída do banco de fomento do capital social da trading sediada em Lucas do Rio Verde, no médio-norte de Mato Grosso. Desde 2007 o BNDES detinha uma participação de 25% da companhia, fatia que foi recomprada pelos acionistas. Com isso, a estrutura societária da empresa volta a ser a mesma que existia antes da entrada do banco.

Pelo contrato assinado em 2007, o banco tinha até cinco anos para sair da empresa, por meio de dois caminhos. O primeiro previa a abertura do capital da Fiagril, que permitiria ao BNDES vender suas ações no mercado. O segundo era exatamente a recompra da participação do banco, o que poderia acontecer até o prazo final do contrato.

“Tanto a Fiagril quanto o BNDES entenderam que não seria o momento para uma abertura de capital. Foi uma oportunidade interessante para os dois lados. O BNDES foi um excelente sócio e nosso relacionamento segue muito bom”, afirma Miguel Vaz Ribeiro, presidente-executivo da Fiagril. Em sua avaliação, seria mais barato recomprar neste momento os 25% do BNDES do que esperar até o prazo final.

O executivo não revela o valor da operação, mas lembra que o aporte feito pelo banco deu o fôlego necessário para que a empresa iniciasse as atividades no mercado de biodiesel. A usina da empresa está instalada no município de Lucas do Rio Verde, consumiu investimentos de R$ 30 milhões e deve comercializar em 2010 aproximadamente 100 milhões de litros do combustível.

Com a saída do BNDES a Fiagril ganha mais flexibilidade para colocar em prática seu plano de expansão. Com previsão de faturar R$ 1,3 bilhão em 2010 – crescimento de 8% sobre 2009 – o grupo tem planos de aplicar R$ 250 milhões nos próximos cinco anos, sendo R$ 150 milhões até 2012. A ideia é dobrar a capacidade de armazenagem de grãos, construir uma indústria de esmagamento de soja e instalar um terminal portuário no Pará, aproveitando os avanços logísticos que têm ocorrido no médio norte de Mato Grosso, principalmente na BR-163.

Os dois primeiros investimentos ocorrerão na indústria de processamento e na ampliação dos armazéns. “Hoje temos que vender a soja em grão e comprar o óleo para fazer o biodiesel. A unidade daria autossuficiência para nossa produção do combustível, além de gerar o farelo para atender a demanda das indústrias de proteína animal instaladas na região”, afirma Ribeiro.

No caso da capacidade de armazenagem, a meta é elevar de 500 mil para 700 mil toneladas até 2012 e chegar a 1 milhão de toneladas em 2015. “Dentro do nosso plano de investimento não está descartada a possibilidade de construirmos uma nova usina de biodiesel”, diz o presidente.

Já a construção do terminal portuário no Pará, aproveitando a saída para o mar pela região Norte, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 100 milhões. Ainda não foi definido o local de instalação, mas já existem duas possibilidades no radar: Santarém e Itaituba. O segundo município fica na margem esquerda do rio Tapajós, ao sul de Santarém.

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