Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Agroindústrias

Prós e contras

Marfrig e JBS sofrem embargo russo, com suspenção de importações de carnes de algumas unidades, mas lideram cota Hilton.

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Prós e contras

No mesmo dia em que a Rússia suspendeu as importações de carne bovina de três unidades brasileiras do frigorífico JBS-Friboi e de aves de uma unidade da Seara Alimentos (comprada pelo Marfrig), as empresas receberam uma notícia positiva: terão as maiores cotas argentinas para exportarem à União Européia (UE).

A Argentina, depois de dois meses de atraso, publicou ontem a resolução que distribui a cota Hilton entre 76 empresas habilitadas para o ciclo comercial que vai de junho deste ano a junho de 2011. As maiores fatias ficaram para as brasileiras Marfrig, com 3,141 mil toneladas, e JBS-Friboi, com 2,045 mil toneladas. O Marfrig manteve seu volume anterior – 3,122 mil toneladas, do ciclo passado. Já o JBS perdeu 31,8% das três mil toneladas que obteve na última temporada.

A cota Hilton é o volume de cortes de carne de alta qualidade que a Europa concede aos países exportadores da proteína com condições tarifárias especiais. A Argentina possui 28 mil toneladas e abocanha a metade da Hilton. No último ciclo comercial (junho/2009 a junho/2010), o país vizinho não conseguiu cumprir sua cota em quase 10 mil toneladas. Segundo o setor, não houve cumprimento do prazo hábil para a exportação porque o governo demorou nove meses para distribuir a cota e, assim, conceder as licenças de vendas para outros países.

Outra questão é que os frigoríficos não conseguem gado suficiente para manter os abates. Nos últimos quatro anos, o rebanho perdeu 10 milhões de cabeças em função da política de intervenção do governo no mercado e de uma forte estiagem que assolou o País no ano passado. Os preços da carne subiram 100% em apenas um ano. A política adotada pelo governo também reduziu em quase 40% o número de empresas frigoríficas habilitadas a exportar para a UE, um negócio que movimenta US$ 300 milhões por ano.

Há dois anos, 79 frigoríficos e 40 produtores estavam habilitados para a Hilton. Agora, esses números baixaram para 45 e 31, respectivamente.

As 28 mil toneladas têm que ser embarcadas até o dia 30 de junho de 2011. Entre os demais frigoríficos com maiores cotas estão Friar S.A., com 1.538 toneladas; Frigorífico Gorina S.A., com 1.528 toneladas; Exportaciones Agroindustriales Argentina S.A., com 1.269 toneladas; Arre Beef S.A., com 1.259 toneladas; e Frigorífico Rioplatense, com 1.235 toneladas.

JBS pode deslocar volumes

O Serviço Federal de Inspeção Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) proibiu, ontem, as importações de carne bovina de três unidades da JBS-Friboi e uma quarta a partir do dia 14. A suspensão também vale para carne de aves de uma unidade da Seara Alimentos.

Em comunicado, a empresa afirma que “a Rússia suspendeu a importação de diferentes frigoríficos no Brasil, dentre os quais quatro são plantas de produção de carne bovina da JBS localizadas em Barra dos Garças, Campo Grande, Navirai e Araputanga. A Rússia desabilitou também plantas de outros países, sendo uma pertencente a JBS, localizada nos Estados Unidos, e outra, na Argentina”. Ainda de acordo com o comunicado, “a JBS informa que desconhece o motivo da desabilitação e comunica que manterá o fornecimento aos clientes daquele país através de outras plantas habilitadas no Brasil e nas demais plataformas de produção que a Companhia possui em países habilitados para o mercado da Rússia”.

Ronei Lauxen, presidente do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), disse que o setor está sujeito a essas restrições. “A JBS não terá prejuízo econômico, porque pode incrementar esse volume [proibido] a outras plantas da empresa”.

A partir de 14 de setembro, uma quarta unidade do JBS e a Alibem Comercial de Alimentos também não poderão vender para os russos. A assessoria de imprensa da Alibem informou que não tem informações oficiais a respeito da restrição.

Segundo a Rússia, a carne bovina das unidades do JBS tem teor acima do permitido de oxitetraciclina – antibiótico para combater infecções causadas por bactérias. Já na carne de aves da unidade da Seara foi encontrada a bactéria listeria.

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