Executivo Jose Antonio Fay revela que plano de crescimento da empresa inclui aquisições no setor de lácteos.
Brasil Foods mira lácteos
O presidente da BRF Brasil Foods, Jose Antonio Fay, afirmou nessa segunda-feira que a empresa está centrando esforços para o crescimento de sua unidade de lácteos. “Estamos reprojetando esse negócio e temos um plano de crescimento da unidade de três anos, inclusive com aquisições. No ano passado, lácteos foi o único negócio da companhia que não apresentou resultado positivo”, disse Fay. Em entrevista à imprensa, o empresário acrescenta que em 2009 a unidade de lácteos teve um bom desempenho. “O objetivo é tirar a volatilidade que o negócio está trazendo à companhia”.
Fay revela que o plano da empresa inclui aquisições de empresas do setor, mas que não seriam de marcas. “Não vemos marcas interessantes no País”, afirmou, ressaltando que o plano de crescimento visa a incorporar à unidade de lácteos o que a empresa “tem de bom” no segmento de carnes.
Questionado se essa decisão da empresa seria por conta do movimento dos concorrentes, como a criação da LBR Lácteos Brasil, em dezembro, Fay foi enfático. “Não somos seguidores de mercado, temos nossas próprias estratégias. O que houve foi problema de execução de nossos projetos e agora queremos acertar”, declarou. “Somos a única companhia do País que atua nas quatro categorias (leite em pó, queijo, UHT e iogurtes), o que nos traz algumas dificuldades e benefícios também”, completou.
Leia também no Agrimídia:
- •Há uma década valorizando quem faz a força do agronegócio: está aberta a votação do Prêmio Quem é Quem 2026
- •Feriado de 7 de Setembro terá frio polar, temporais e geada no Brasil
- •Alta sanidade ganha espaço nas decisões sobre competitividade da suinocultura
- •Suspensão da UE a carnes, ovos, mel e pescado brasileiros entra em vigor
Fay comentou ainda sobre as aquisições no exterior que a empresa pretende fazer ainda neste ano na área de carnes. “Essas compras seriam na área de processados, tanto de marcas quanto de empresas, principalmente em países emergentes”, disse.























