Para Brasil Foods, medida cambial pode ajudar exportações. Ação é bem-vinda pois o dólar reagiu com alta, afirma Wilson Mello Neto.
BRF apoia taxa de derivativos
A BRFoods – uma das maiores exportadoras do país, com vendas externas na casa de 5 bilhões de dólares anuais- considera que a nova taxação sobre os contratos de derivativos cambiais anunciada nesta quarta-feira pelo governo será positiva para os agentes que trabalham com comércio exterior. Isso porque, como consequência, o dólar tenderá a ganhar força.
“A medida é bem-vinda porque o dólar reagiu (com alta). Um eventual aumento no custo do hedge pode ser compensado com isso”, afirmou à Reuters o vice-presidente de Assuntos Corporativos da BRF, Wilson Mello Neto.
A opinião do executivo junta-se à do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, que classificou a medida como a “mais eficaz” já tomada até agora pelo governo para frear a queda do dólar.
O governo impôs alíquota de 1 por cento, via Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), sobre os derivativos cambiais, afetando principalmente as posições vendidas dos estrangeiros na BM&FBovespa, que chegaram ao recorde de quase 25 bilhões de dólares em contratos futuros e de cupom cambial (DDI). Essas posições podem servir tanto como uma proteção (hedge), como adotam os exportadores, por exemplo, quanto como uma aposta na queda do dólar.
Mello Neto, da BRF, argumenta que as exportações estavam ficando “inviáveis” com o dólar abaixo de 1,56 real. Com a medida, acredita ele, esse cenário tende a melhorar.
“Não podemos perder a competitividade”
A BRF nasceu há cerca de dois anos, ainda durante o período mais agudo da crise internacional, com a compra da Sadia pela Perdigão.
Nesta quarta-feira, o dólar BRBY> fechou com alta de 1,35 por cento, a 1,5595 real na ponta de venda. Foi a maior valorização em mais de um ano.
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