Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Economia

Greve dos fiscais federais causa prejuízos de US$ 5 mi ao dia para frigoríficos de SC

A advertência é do presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila.

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Greve dos fiscais federais causa prejuízos de US$ 5 mi ao dia para frigoríficos de SC

Depois de uma série de percalços que afetaram duramente o agronegócio brasileiro neste ano – o fechamento de mercados externos, a crise dos insumos e a greve dos caminhoneiros – a paralisação dos fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura criou um quadro de dificuldades que levará ao fechamento de unidades industriais em Santa Catarina, maior produtor e exportador  de aves e suínos do Brasil.
A advertência é do presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila, ao informar hoje que é de US$ 5 milhões de dólares ao dia o prejuízo que toda a cadeia agroindustrial catarinense de aves e suínos amarga com a greve.

O dirigente relatou que várias plantas industriais fecharão nesta sexta-feira por absoluta falta de armazéns para estocagem da produção e mais de 10.000 trabalhadores ficarão ociosos.

Os fiscais federais estão liberando apenas 30% da produção, tanto nos frigoríficos quanto nos portos. Isso obriga as empresas a utilizar armazéns próprios e de terceiros, mas todas as reservas já foram esgotadas. A maioria das empresas tem capacidade de estoque para três ou quatro dias de produção, razão pela qual grande parte dos estabelecimentos terá que suspender os abates e a industrialização.

Para realçar a importância das vendas externas no faturamento das empresas, Ávila assinalou que 30% da produção avícola e 48% da produção suinícola catarinenses são exportadas.

O diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Ricardo Gouvêa, alertou para o risco de perda de mercado em razão do descumprimento de prazos nos contratos internacionais, por conta da greve. “Vai ser o caos”, resume, apontando para os possíveis efeitos: sobra de produção, perda de receitas e falência de produtores e indústrias. Esses mercados dificilmente serão recuperados, pois há muitos fornecedores no cenário mundial.

O parque agroindustrial catarinense, que adota o sistema de integração, é  particularmente afetado porque adota um intenso fluxo de animais vivos e demais insumos para industrialização que envolve mais de 17.000 avicultores e  criadores de suínos e dezenas de indústrias de grande e médio porte, ao lado de centenas de unidades da agricultura familiar.

AGRAVAMENTO

 “Parar não será uma opção, será uma contingência imperiosa da situação”, asseverou o presidente do Sindicarne. Lembrou que essa situação também afeta os laticínios e os abatedouros de bovinos e que, se a greve não for encerrada, começará a ocorrer desabastecimento interno.

Clever Ávila destacou que, apesar da legitimidade das reivindicações classistas dos fiscais federais, esses profissionais estão colocando em grave risco as extensas e essenciais cadeias produtivas da carne, leite e grãos de Santa Catarina e do Brasil.

Advertiu que as perdas podem ser definitivas e muitas empresas, já fragilizadas pela situação de mercado, podem entrar em colapso.

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