O número veio pior do que esperado pelos bancos de investimento. Na média, Barclays, Itaú BBA, Bradesco e HSBC projetavam um prejuízo de R$ 90 milhões.
Minerva apura perda de R$ 130 milhões no 2º tri
Apesar do melhor desempenho de suas operações, o frigorífico Minerva reportou ontem um prejuízo (atribuído aos acionistas controladores) de R$ 130,3 milhões no segundo trimestre, ante uma perda de apenas R$ 1,5 milhão em igual período do ano passado.
O número veio pior do que esperado pelos bancos de investimento. Na média, Barclays, Itaú BBA, Bradesco e HSBC projetavam um prejuízo de R$ 90 milhões. O resultado também é pior do que o apresentado no primeiro trimestre (prejuízo de R$ 65,74 milhões).
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 41,4% na comparação anual, para R$ 112,7 milhões. Com isso, a margem em relação ao Ebitda avançou de 8,5% para 10,5%. Já a receita líquida da companhia alcançou R$ 1,07 bilhão, um aumento de 14,6% ante o registrado um ano antes.
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O aumento foi puxado pelas receitas vindas do exterior, que saltaram 43,8%, para R$ 768,1 milhões, em parte neutralizado pela queda de 22,4% nas vendas para o mercado interno, que somaram R$ 373,1 milhões. O volume de abates aumentou 2,3%, para 442,1 mil cabeças.
Os ganhos foram, porém, engolidos pelo prejuízo financeiro de R$ 274,2 milhões, quase quatro vezes maior do que o registrado um ano antes (R$ 69,4 milhões). Em comunicado ao mercado, o Minerva informou que o resultado financeiro líquido foi comprometido pelo efeito da desvalorização do real sobre a dívida lastreada em dólar.
No período, a variação cambial resultou em uma perda de R$ 198,8 milhões, revertendo um ganho de R$ 14,8 milhões no mesmo trimestre de 2011. Contudo, esse prejuízo não tem efeito sobre o caixa da companhia, informa o comunicado. De acordo com a empresa, o lucro líquido antes do imposto de renda do segundo trimestre, ajustado para compensar o efeito cambial não-recorrente e sem efeito sobre o caixa, atingiu R$ 24,6 milhões.
O Minerva encerrou o segundo trimestre com uma dívida líquida de R$ 1,58 bilhão, 28,4% maior do que a registrada um ano antes. Contudo, o nível de alavancagem – medido pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda – ficou estável, em 3,99 vezes. Embora elevada, 88,5% da dívida é de longo prazo – a maior parte, com vencimento entre 2019 e 2022. A dívida de curto prazo, com vencimento em até 12 meses, somava R$ 279,9 milhões, uma redução de 30,5% em relação ao apurado um ano antes. Já os recursos disponíveis em caixa somavam R$ 818,5 milhões.





















