Fechamento de frigorífico da Cargill no Texas pode incrementar Ebitda da JBS em R$ 500 milhões, diz Morgan Stanley.
Ajuste da indústria de bovinos nos EUA ajuda JBS

O ajuste de produção anunciado pelo segmento de bovinos da Cargill na semana passada poderá beneficiar as operações da JBS dos EUA e elevar o lucro, antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia brasileira em até R$ 500 milhões, segundo avaliação do Morgan Stanley.
Na última quinta-feira, a multinacional americana, uma das principais processadoras de carne bovina dos EUA ao lado de Tyson Foods e JBS, anunciou o fim das operações de um frigorífico no Texas devido à escassez de boi gordo. Nas contas do Morgan Stanley, a unidade da Cargill, que possuiu capacidade para abater 4,5 mil cabeças de bovinos por dia, representa cerca de 4% da capacidade instalada de abate em todos os frigoríficos em operação nos EUA.
Em seu relatório, o banco americano diz que a decisão da Cargill poderá “rebalancear a relação entre oferta e demanda”, fazendo as margens da operação da JBS nos Estados Unidos retornarem para o nível “normal” de 4,5%. Em 2012 a JBS registrou margens negativas em sua operação de bovinos nos EUA nos primeiros dois trimestres do ano. O terceiro trimestre já mostrou uma recuperação, com margem Ebitda positiva de 4,1%. Para o BTG Pactual, a decisão da Cargill compensa a queda 1% do rebanho dos EUA, abrindo espaço para ganhos de margem no país.
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