Abilio explicou que o objetivo das mudanças é fazer da empresa uma companhia global.
BRF quer ser companhia global, puxada pelo consumidor

O presidente do conselho de administração da BRF, Abilio Diniz, apresentou ontem (14) a nova direção da empresa e mudanças em sua estratégia de ação. Segundo ele, a BRF era uma companhia em que a parte industrial produzia e empurrava para a área de vendas colocar no varejo o que havia sido fabricado. A partir de agora, haverá uma modificação desse direcionamento estratégico, e a área de vendas é que dará o direcionamento para o segmento industrial. “Agora a BRF será puxada pela área do consumidor”, enfatizou.
Abilio explicou que o objetivo das mudanças é fazer da empresa uma companhia global. “Queremos que ela processe no exterior e não seja apenas uma empresa exportadora de commodities”, afirmou. A despeito de reforçar o novo direcionamento estratégico, ele afirmou que não há intenção de “reinventar” a companhia. A área de lácteos foi apontada como uma das que têm grande potencial a ser explorado.
O Conselho de Administração da BRF aprovou Claudio Galeazzi para a sucessão de José Antonio do Prado Fay, que ocupava a presidência da BRF desde outubro de 2008, conforme o Valor antecipou. Fay permanecerá até o final do ano na companhia, atuando em projetos especiais no mercado internacional.
Leia também no Agrimídia:
- •Nova UPL da Colonias Unidas inicia operação no Paraguai com suporte técnico da Agroceres PIC
- •Exportações de frango batem recorde de 493 mil toneladas e setor monitora conflito no Oriente Médio
- •Exportações de ovos atingem maior volume para fevereiro desde 2013
- •Rio Grande do Sul intensifica ações contra influenza aviária
De acordo com Abilo, Galeazzi participou desde o começo do processo de acompanhamento da companhia, que “revisitou todos o setores da BRF”.
Agora ex-presidente da BRF, José Antonio do Prado Fay disse, na apresentação da nova direção, que o “executivo tem de saber a hora que a troca de liderança faz bem para a companhia” . Em tom de despedida, ele disse ter “tranquilidade e sensação de dever cumprido”.
O executivo disse que seu papel era fazer a fusão entre a Perdigão e a Sadia. Brincando, afirmou estar 500 mil toneladas mais leve – referindo-se ao volume que a BRF comercializa.





















