No final do projeto, será publicado um manual de implantação da norma regulamentadora para ser utilizado por outros frigoríficos.
Frangos Pioneiro implementa NR 36 em parceria com Sesi e CNPq

Com o objetivo de implementar a NR 36 em seu abatedouro, o Grupo Pioneiro fechou um acordo com o Sesi (Serviço Social da Indústria) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para aplicação de recursos e ações que irão adequar o frigorífico nos termos da norma regulamentadora. “Uma equipe do Sesi está na empresa exclusivamente para nos ajudar com o check list e atividades que serão realizadas para aplicação correta da NR 36 na Frangos Pioneiro. Ao final do projeto, ainda será publicado um manual que servirá de base para outros frigoríficos que tiverem dúvida na implementação da norma regulamentadora”, conta Renato Módolo Júnior, gerente de Recursos Humanos do Grupo Pioneiro.
Desde o início de junho, o projeto está sendo desenvolvido por Roberto Micó da Costa, engenheiro eletrônico do Sesi, em conjunto com os setores de produção, manutenção e segurança do trabalho da Frangos Pioneiro. “O Sesi tem um know how muito grande e o trabalho em conjunto vem somar a todos os trabalhos que já desenvolvemos dentro da empresa”, comenta Carlos Júnior Silveira, gestor de Segurança do Trabalho do Grupo Pioneiro.
Entenda o que é a NR 36
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A NR 36, que entrou em vigor em 2013, estabelece requisitos e medidas que devem ser adotadas para avaliação, controle e monitoramento de riscos para o trabalhador na indústria de abate e processamento, sem prejuízo ao cumprimento de outras normas regulamentadoras que também precisam ser respeitadas, como a NR 10, NR 12, NR 17, entre outras. “É uma normativa que adequa todos os ambientes e contempla o parque frigorífico desde a saída do frango do caminhão até a embalagem final para distribuição, nas questões de segurança para o funcionário”, revela Roberto Micó.
Entre as medidas da NR 36 estão análises ergonômicas, pausas psicofisiológicas de 60 minutos em um turno de 8h48 de trabalho, monitoramento em casos de vazamento de amônia e a elaboração da AET (Análise Ergonômica do Trabalho) ajustada à NR 36. “O controle de parada de funcionários durante o período de trabalho, o que é um desafio para a implementação desse projeto, já que hoje não existe nenhuma solução adequada pronta do Ministério do Trabalho para que seja feito esse controle”, conta Micó. “Essa questão da parada, da pausa na produção é muito importante para a saúde do trabalhador e para que ele tenha a consciência de que precisa realmente fazer o descanso a fim de evitar qualquer problema de ergonomia, doença ou até algo mais grave”, acrescenta.
O projeto de implementação da NR 36 terminará no final de dezembro deste ano, mas, como explica Roberto Micó, é uma ação contínua. “Mesmo após o término da parceria com o Sesi, a empresa precisa manter a adequação e promover melhorias contínuas que, com certeza, trarão mudanças tanto para o colaborador quanto para a indústria, pois mostra que é melhor para cada lado: empresa e colaborador e equilibra todas as necessidades”, afirma.





















