Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,60 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,60 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,50 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,68 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 140,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 153,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 155,57 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 143,13 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,06 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,08 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,21 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.476,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 138,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,69 / cx
Agricultura

Mais de cem prêmios Nobel criticam ONGs por posição contra transgênicos

Eles pedem particularmente para que o Greenpeace desista da campanha contra o arroz dourado, projeto que visa reduzir os índices de deficiência de vitamina A em populações pobres a partir da ingestão do grão geneticamente modificado para produzir o nutriente

Mais de cem prêmios Nobel criticam ONGs por posição contra transgênicos

Mais de cem ganhadores do Prêmio Nobel assinaram uma carta em que pedem para que a ONU, governos de todo o mundo e os líderes da ONG Greenpeace parem de se opor ao uso de organismos geneticamente modificados na agricultura.

Segundo os cientistas, há oposição de várias organizações às técnicas agrícolas mais modernas. Com o Greenpeace na liderança, elas repetidamente teriam negado os benefícios da inovações biotecnológicas na agricultura.

“Eles têm deturpado os riscos, benefícios e impactos, e apoiado a destruição criminosa de áreas de teste e de projetos de pesquisa”, diz a carta.

Eles pedem particularmente para que o Greenpeace desista da campanha contra o arroz dourado, projeto que visa reduzir os índices de deficiência de vitamina A em populações pobres a partir da ingestão do grão geneticamente modificado para produzir o nutriente.

Segundo estimativas da OMS, 250 milhões de pessoas sofrem dessa deficiência –40% são crianças em países subdesenvolvidos. Até 2 milhões de mortes anualmente poderiam deixar de acontecer com a suplementação, segundo a Unicef. E até 500 mil casos de cegueira em crianças poderiam ser evitadas.

Os cientistas pedem aos governos que façam “tudo que estiver ao alcance para barrar as ações do Greenpeace e acelerar o acesso de fazendeiros às ferramentas da biologia moderna, especialmente a sementes melhoradas com biotecnologia. Toda oposição baseada em emoção e dogma desmentida por dados deve acabar”.

O final da carta faz um apelo mais emotivo: “Quantas crianças pobres terão de morrer para que consideremos isso [as ações do Greenpeace] um crime contra a humanidade?”

20 anos

Em resposta à carta dos nobelistas, Wilhelmina Pelegrina, ativista do Greenpeace, disse que a ninguém nunca impediu o cultivo do arroz dourado. “O arroz ‘dourado’ falhou como solução e não está disponível para venda, mesmo após 20 anos de pesquisa […] Não ficou demonstrado que o arroz é capaz de resolver a deficiência de vitamina A”.

“Empresa estão enchendo muito a bola do arroz ‘dourado’ para pavimentar o caminho para a aprovação global de outras culturas geneticamente modificadas. Esse custoso experimento […] tirou a atenção do que realmente funciona. Melhor do que investir em um dispendioso exercício de relações públicas é resolver a desnutrição com uma dieta diversificada, com mais
acesso à comida e à ecoagricultura.”

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