No estado, 60 famílias trabalham diretamente com essa atividade. Além do mercado interno, pato catarinense é exportado para 20 países
Santa Catarina é destaque na produção e exportação de patos
Santa Catarina é destaque na produção e exportação de patos. No estado, 60 famílias trabalham diretamente com a atividade. Além do mercado interno, Santa Catarina exporta o alimento para 20 países, como mostrou o RBS Notícias desta terça-feira (26/07).
Geraldo Jung trabalha com a criação de aves há 20 anos. No começo, lidava com os frangos, mas de 2010 para cá passou a cuidar os patos. Atualmente, o sustento da família vem dessa granja. Para ele a troca foi boa. “Foi um pouco de investimento assim, mas a gente se virou”, disse.
Muitos avicultores trocam o frango pelo pato porque o animal é mais resistente às variações de temperatura. “O pato, comparado com o frango, tem uma resistência melhor ao calor. Então, as temperaturas mais altas não vão trazer problemas como trariam para o frango”, explicou o veterinário Roderjan Andrino de Souza.
Leia também no Agrimídia:
- •Uso de insetos como enriquecimento ambiental melhora comportamento de frangos de corte
- •Avicultura no Ceará: Granja Regina alcança 34% do mercado de frango resfriado
- •Influenza aviária H5N1 atinge granjas no Nepal e reforça alerta sanitário na avicultura
- •Avicultura: incerteza comercial nos EUA pressiona custos de ração e dificulta planejamento na produção de ovos
Produção
Os patos são criados por 40 dias em média. Depois, vão para o abate. Uma empresa de Indaial, no Vale do Itajaí, é responsável por esse processo. Por dia, são cerca de 10 mil patos embalados para venda.
2015 foi um ano que apresentou números históricos em relação à exportação da carne de patos. Ela alcançou uma receita de R$ 22 milhões e Santa Catarina é responsável por 100% de toda essa produção que sai do Brasil.
“A gente começou pelo mais difícil, que foi o mercado japonês, em 2004. Depois, em 2006, 2007, a gente praticamente foi a empresa pioneira a entrar no mercado árabe. E de lá viemos apliando bastante, principalmente nesse mercado do Oriente Médio”, disse o diretor de operações da empresa de Indaial, Marcondes Moser.




















