Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Anutec 2016

Até 2020 produção de alimentos do Brasil tem potencial para crescer 40%, mas precisa de políticas públicas adequadas

O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, palestrou na tarde de hoje (03/08) na Anutec 2016, em Curitiba (PR)

Até 2020 produção de alimentos do Brasil tem potencial para crescer 40%, mas precisa de políticas públicas adequadas

Ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, palestrou na tarde de hoje na Anutec 2016A produção mundial de alimentos terá de crescer 20% para atender ao aumento da demanda até 2020, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O mesmo estudo aponta o Brasil como principal responsável por ampliar a sua produção de alimentos até o final dessa década, chegando a um crescimento de 40%. Bem a frente de EUA (10-15%), China (26%), Rússia (26%) e Austrália (17%). Para o ex-ministro da Agricultura e atual coordenador da GV Agro, Roberto Rodrigues, o País tem todas as condições para chegar a essa meta, mas não está atento a algumas demandas e tendências mundiais. “Não temos políticas públicas estratégicas para a área agrícola e agroindustrial; são algumas instituições que trabalham com o tema, mas seria necessário algo institucionalizado”, apontou Rodrigues em sua palestra ministrada agora a tarde (03/08) na Anutec, em Curitiba (PR).

O ex-ministro citou a falta de políticas públicas voltadas à renda e a todos os fatores que envolvem o chamado Custo Brasil. Além disso, criticou também a falta de uma política comercial para o País. Segundo Rodrigues, 40% das vendas de alimentos no mundo ocorrem por intermédio de acordos bilaterais. “Só que o Brasil tem zero de acordo bilateral; a política comercial precisa ser mais agressiva. Agora, com o ministro Serra [das Relações Exteriores] isso parece que vai mudar, deve melhorar”.

O cenário que favorece o crescimento da produção de alimentos no Brasil, além de sua disponibilidade de terra e água é a sua tecnologia tropical. De 1990 a 2015, a área plantada no Brasil cresceu 53%. No mesmo período, a produção aumentou 260%. No mesmo período, o País aumentou em 458% sua produção de frango; 235% de suíno e 88% a de bovinos. “A tecnologia brasileira é notável e não só em alimentos, mas energia e fibras também”, comentou Rodrigues. “E tudo isso é cultivado em menos de 10% do território total do Brasil”, complementa.

O agronegócio representa 21,4% do PIB nacional (R$ 1,26 trilhão), 30% dos empregos do País e 46% das exportações (US$ 88,2 Bilhões).

 

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