Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Mercado

Estados Unidos e Austrália estão de olho nos mercados em que Brasil tinha força

Enquanto o Brasil tenta conter os prejuízos no mercado internacional em meio às suspensões de importação, outros países enxergam o fato como oportunidade

Estados Unidos e Austrália estão de olho nos mercados em que Brasil tinha força

Grandes produtores de carne, como Estados Unidos e Austrália, estão de olho em mercados em que Brasil tinha força, como a China e a União Europeia.

Também de olho no espaço que será deixado pelo Brasil, mas com menor potencial de exportação, estão Argentina, Irlanda e Nova Zelândia.

Especialistas, ainda assim, dizem acreditar que o Brasil tenha uma vantagem: outros países terão dificuldade de suprir a demanda de um dos maiores exportadores de carne do mundo.

Os Estados Unidos, maior importador de carne processada do Brasil, anunciaram que aumentarão a fiscalização sobre os produtos.

A expectativa é que outros mercados ainda venham a impor barreiras ao Brasil, o que traz oportunidades para competidores.

“Estados Unidos e Austrália geram preocupação”, comentou o presidente Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

“É possível que nesses primeiros meses o Brasil perca mercados, especialmente de frango e carne bovina, para grandes produtores”, disse.

A proximidade geográfica com a China – segundo maior importador de carne brasileira – pode dar vantagens à Austrália, enquanto os Estados Unidos miram os países europeus.

A estimativa da AEB é que o Brasil tenha prejuízos de até US$ 2 bilhões este ano no mercado internacional, influenciado tanto pelas restrições como por uma provável queda do preço da carne brasileira.

O preço da carne brasileira já era relativamente baixo, segundo Castro. Os preços de frango, carne bovina e suína tinham recuado, em média, 25% entre 2011 e 2016.

No último ano, os frigoríficos brasileiros vinham conseguindo vender a preços melhores, com aumento de 40% no preço da carne suína, 20% do frango e 10% da carne bovina.

“Espera-se que essa valorização seja toda perdida”, lamenta Castro.

O que pode salvar o mercado brasileiro é a dificuldade de outros países de produzir a quantidade que o Brasil hoje exporta.

“O Brasil é o maior produtor de carne de frango e de longe o maior exportador, então acho improvável que alguém consiga substituí-lo”, afirmou à BBC Brasil Liz Murphy, CEO da Associação Internacional de Comércio de Carnes (IMTA, na sigla em inglês).

Além disso, países exportadores enfrentam seus próprios desafios para competir internacionalmente.

A Austrália, segundo maior exportador de carne bovina, recupera-se de uma forte seca no último ano, que afetou rebanhos e elevou os preços do seu produto.

Já os Estados Unidos enfrentam um surto de gripe aviária. E, antes da crise, o país era visto, inclusive, como oportunidade para o mercado brasileiro.

Argentina, Irlanda e NZ

A Argentina também tem expectativas: a Câmara Argentina de Feedlot (pecuária intensiva) afirmou à agência Diarios y Noticias (DyN) que o país vizinho “não teria dificuldade” em colocar seus produtos na Europa e em países asiáticos depois do que ocorreu no Brasil.

E a Câmara da Indústria da Carne (Cicra, na sigla em espanhol) afirmou ao jornal Clarín que espera ampliar a exportação ao Chile.

O empecilho, neste caso, é a valorização do produto. A boa fama do bife argentino o torna até 15% mais caro que o brasileiro.

Além do preço, a Argentina não tem excedente suficiente para vender a outros países, segundo José Augusto de Castro e a Confederação Rural Argentina, citada no DyN.

Ao mesmo tempo, o país abriga frigoríficos controlados pela BRF, uma das empresas afetadas pela operação Carne Fraca da Polícia Federal.

Disputa na Europa

Dados da Comissão Europeia mostram que a Europa importou 140 mil toneladas de carne brasileiraem 2016, cerca de 40% do total.

Assim que o escândalo veio à tona, associações irlandesas de produtores de carne cobraram a proibição de importações de carne brasileira pela União Europeia.

 

 

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