Prestar informações claras com transparência é o melhor a fazer neste momento, disse o ministro em audiência no Senado
Governo tem falado com países importadores para esclarecer medidas adotadas em frígoríficos

Em audiência conjunta nas comissões de Agricultura e de Economia do Senado, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), explicou, nesta terça-feira (22/03), as medidas adotadas após a Operação Carne Fraca da Polícia Federal e lamentou a repercussão negativa no mercado internacional. “Estou preocupado, mas confiante de que vamos resolver os problemas com os países que têm comércio com o Brasil”, disse o ministro, observando que o embarque de carnes no dia anterior foi de US$ 74 mil, enquanto a média de embarque diário era de US$ 63 milhões.
Maggi disse que tem conversado com autoridades de governo de países importadores de carne do país para explicar a real dimensão das investigações da PF e as iniciativas que tem tomado, como a de suspender temporariamente as exportações de 18 frigoríficos, colocados sob suspeição e que encontram-se em regime de auditoria. Foi uma medida preventiva para dar maior segurança ao mercado internacional e evitar que embarques dos demais frigoríficos sejam prejudicados. Três frigoríficos apontados pela operação encontram-se interditados.
Agir com transparência e ter clareza de informações, segundo ele, é o melhor a fazer neste momento. “Sempre tivemos, no agronegócio, na agricultura, na pecuária, muita esperança para que o Brasil pudesse sair da crise em que se encontra e que foi envolvido a partir de 2014”, observou.
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O ministro afirmou que a cada denúncia de irregularidade que chega ao ministério é aberto procedimento. “Ninguém deixa de abrir, de tomar providências. Mas nem sempre acontece na velocidade que gostamos”, explicou.





















