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BR 282: único caminho para escoar a produção do grande oeste de SC

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) José Zeferino Pedrozo comenta sobre possibilidade

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BR 282: único caminho para escoar a produção do grande oeste de SC

José Zeferino Pedrozo - Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)Iniciada na década de 1960, mas, só concluída em 2008, a BR-282 foi concebida como um ícone para integração política, econômica e cultural de Santa Catarina. Na condição de espinha dorsal do sistema rodoviário catarinense, a BR-282 é essencial para o escoamento da vasta produção agroindustrial do Oeste de Santa Catarina aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo. Por ela transitam milhões de dólares em produtos exportáveis que asseguram as divisas das quais o país precisa para sustentar seu desenvolvimento. Na verdade, é o único caminho para escoar as riquezas exportáveis do grande oeste.

Entretanto, as atuais condições da BR-282 provocam acidentes diários com perda de vidas que enlutam muitas famílias e causam astronômicos prejuízos econômicos para empresas e para o País.

A via tornou-se um gargalo logístico para o transporte de toda a produção agropecuária da região oeste, reconhecida como maior produtora de suínos do país, uma das maiores produtoras de aves, a maior exportadora de suínos e aves e o maior pólo brasileiro de carnes industrializadas.

BR 282Além de deteriorada, a BR-282 começa a dar sinais de que está com sua capacidade esgotada. O fluxo de veículos aumenta cotidianamente e em alguns trechos os motoristas são obrigados a conviver com congestionamentos. A deterioração progressiva de toda malha atinge níveis que requerem a atuação em caráter emergencial, objetivando dotá-la de condições mínimas necessárias à segurança dos usuários e fluidez de tráfego.

É impressionante a constatação dos estudos do Instituto de Pesquisas Rodoviárias e do DNIT: o mau estado de conservação da rede viária resulta no acréscimo do consumo de combustíveis em até 58%, no aumento no custo operacional dos veículos em até 40%, na elevação do índice de acidente em até 50% e no acréscimo no tempo de viagem até 100%.

Chegamos a um estágio em que a reparação não resolve mais. Tornou-se imperiosa a duplicação da rodovia federal BR-282 para interromper os terríveis e irreparáveis danos humanos e econômicos. É preciso sustar o implacável morticínio que vem ensangüentando a BR-282 sem poupar jovens, crianças e adultos. Na consecução dessa obra serão, simultaneamente, atingidos outros resultados, como a retenção das populações dos pequenos municípios, o controle da migração regional, a redução do processo de litoralização catarinense; a atração de capitais financeiros em investimentos produtivos no hinterland barriga-verde, o aumento da competitividade internacional dos produtos primários e produtos industrializados do grande oeste catarinense e a melhoria da qualidade de vida da população regional. 

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