Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Editorial

Produção sem antibióticos exige mudanças de manejo e melhoria de biosseguridade

Está no ar a nova edição 277 da revista Suinocultura Industrial. Nesta publicação o leitor confere as diversas vertentes sobre o uso racional de antimicrobianos e muito mais. Confira:

Produção sem antibióticos exige mudanças de manejo e melhoria de biosseguridade

2017Os sistemas produtivos tem enfrentado forte pressão para não mais utilizar os antibióticos como melhoradores de desempenho em dietas animais. Na Europa e nos Estados Unidos já existem legislações especificas sobre o tema. No caso europeu, o uso desses aditivos foi completamente banido, sendo permitido apenas em sua forma terapêutica. No Brasil, a questão vem sendo amplamente discutida, mas sem restrições, a não ser em situações onde comprovações científicas apontem potenciais riscos à saúde humana. No entanto, muitos consumidores têm exigido produtos livres de antibióticos, levando supermercados ou redes de fast food a pressionarem seus fornecedores por produtos com esse perfil.

A questão é que o setor produtivo precisa estar atento e preparado para essa mudança, pois envolve a adoção de tecnologias substitutas como o caso dos eubióticos, grupo formado por óleos essenciais, ácidos orgânicos, probióticos e enzimas. Embora com mecanismos de ações diferentes, eles atuam com a mesma finalidade dos antibióticos em seu uso como melhorador de desempenho. No entanto, exigem transformações em práticas de manejo e medidas de biosseguridade adotadas nas granjas.

Como bem mostra em artigo publicado nessa edição, de autoria do pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Nelson Morés, a redução dos antibióticos exige mão de obra com atenção redobrada aos animais, uso adequado de vacinas, elevado nível de higiene, melhorias na nutrição e a adoção de boas práticas de produção e de biosseguridade, tanto externa quanto interna.

É preciso unir novas tecnologias que surgem com o uso racional dos antibióticos e com a adoção de práticas de manejo mais eficientes dentro da rotina das granjas. Afinal, a maioria dos sistemas de suínos do país trabalha com altas densidades de animais, mistura de leitões de outras leitegadas e de diferentes origens, situações que criam condições favoráveis à manifestação de enfermidades no plantel. O caminho futuro parece ser o da completa restrição aos antibióticos como melhoradores de desempenho dentro das produções, e o setor precisa estar preparado para lidar com essa nova realidade.

Boa leitura a todos!

Humberto Luis Marques

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