Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Transporte

Nova tabela de fretes aumenta prejuízos e insegurança jurídica

CNA deve entrar no STF com pedido para agilizar o julgamento das ações contrárias à medida. Alta no custo do transporte pode chegar a 30% em um ano

Nova tabela de fretes aumenta prejuízos e insegurança jurídica

A nova tabela de preços mínimos de frete rodoviário de cargas, publicada na quarta (5), vai trazer ainda mais prejuízos e insegurança jurídica ao setor agropecuário e à sociedade, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Na tabela publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a CNA identificou altas de 3,15% a 6,82% para o frete de cargas geral, granel e frigorificada.

A CNA vai entrar com um novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os reajustes e pedir agilidade no julgamento das ações que contestam a medida.

Segundo Elisangela Pereira Lopes, assessora técnica da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da CNA, neste ritmo de aumento, em um ano o tabelamento pode subir até 30%.

“Nenhum índice de inflação teria um reajuste tão alto. E o produtor não tem seus produtos reajustados dessa maneira. Os produtos do agro, quando exportados, têm seus preços estipulados pelas bolsas de valores internacionais. É uma insegurança jurídica muito grande para o setor”, explica.

Para um trajeto de Sorriso (MT) até o Porto de Santos (SP), o frete com a primeira tabela do governo, de 30 de maio, subiu 51%. A partir do reajuste de hoje, a alta acumulada é de 57% quando há o frete retorno, ou seja, o motorista volta com o caminhão cheio.

Sem o frete de retorno, quando o caminhão volta vazio, a alta passa de 193% na primeira tabela para um aumento acumulado de 204% com os novos preços.

“Está ficando impraticável transportar produtos agropecuários. Para o milho, os custos do transporte já correspondem 70% do valor do produto no mercado internacional”.

O governo reajustou os preços mínimos do frete sob a alegação do aumento dos preços do diesel nas refinarias. No entanto, a CNA contesta este argumento. “E quando o diesel cair, a ANTT também terá a mesma agilidade para reajustar a tabela para menos?”, questiona Elisângela.

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