Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Mercado

Embargo russo impõe novos destinos à carne brasileira

Rússia, maior comprador de carne suína do Brasil no ano passado, fechou as portas e provocou necessidade de redirecionamento do produto no mercado internacional

Embargo russo impõe novos destinos à carne brasileira

Novembro de 2017 foi um mês difícil de esquecer na suinocultura nacional. Na ocasião, a Rússia, principal compradora de carne suína brasileira, anunciou um embargo ao produto. Naquele ano, os russos foram responsáveis pela compra de quase 40% de toda carne suína brasileira colocada no mercado internacional. Isso já seria ruim por si só, mas veio junto com uma série de percalços nos cenários interno e externo, como a greve dos caminhoneiros, instabilidade do dólar, tabelamento do frete e aumento global na produção da proteína. O resultado tem sido implacável com os produtores: um mercado interno saturado, com preços baixos, que obriga boa parte do setor a trabalhar no vermelho.

Com a saída da Rússia, a queda nas exportações é praticamente certa. Matheus Andrade, consultor de comércio exterior da Barral MJorge, calcula que o volume vendido ao exterior deve fechar em torno de 620 mil toneladas em 2018, contra quase 700 mil toneladas no ano passado. Neste cenário pouco favorável, o especialista, no entanto, sinaliza uma boa notícia. Uma movimentação vem ocorrendo para redirecionar o suíno brasileiro a outros países e amenizar os problemas (veja o gráfico). “Esse é um momento para rever as oportunidades que os grandes compradores nos abrem. Nós temos o produto, mas precisamos trabalhar para derrubar eventuais barreiras que existem”, explica.

O especialista cita países como México, Coreia do Sul e outros do continente asiático como alternativa para o crescimento da venda da proteína (ver gráfico dos maiores exportadores). “É fundamental começar a exportar para o México. Ainda, a China é um mercado que deve absorver mais carne suína nos próximos anos. O olhar do mundo como um todo está se deslocando para Ásia. Países até então pouco incluídos no radar, como Tailândia, Filipinas e o próprio Vietnã têm possibilidade de crescer em participação nos próximos anos. Enquanto isso, não podemos perder de vista mercados como Chile e Argentina, por causa da nossa posição geográfica”, aponta.

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